A Petrobras (PETR3; PETR4) informou que suas estimativas de reservas provadas de óleo, condensado e gás natural, segundo critérios da SEC (US Securities and Exchange Commission), resultaram em 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), em 31 de dezembro do ano passado.
Segundo a petroleira, esse número foi atingido porque foi seguida uma trajetória de adição significativa de reservas (1,7 bilhão de boe), mantendo o foco na geração de valor para a sociedade e acionistas. O índice de reposição de reservas (IRR) foi de 175%, mesmo diante da produção recorde de 2025. A relação entre as reservas provadas e a produção (indicador R/P) está em 12,5 anos.
A adição de reservas ocorreu, principalmente, em função do excelente desempenho dos ativos, com destaque para os campos de Búzios, Tupi, Itapu e Mero, na Bacia de Santos, do avanço no desenvolvimento dos campos de Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste, em águas profundas da Bacia de Sergipe-Alagoas, e de projetos de novos poços principalmente em Búzios, Tupi, Marlim Sul e Jubarte, nas bacias de Santos e Campos. Não tivemos alterações relevantes nas reservas decorrentes de variação do preço do petróleo, evidenciando a resiliência de nossos projetos.
Produção da Petrobras: foco na maximização do fator de recuperação
A companhia informou que, considerando a produção esperada para os próximos anos, é essencial seguir investindo na maximização do fator de recuperação dos ativos já descobertos, na exploração de novas fronteiras e diversificação do portfólio exploratório no Brasil e no exterior para repor as reservas de petróleo e gás.
A Petrobras submeteu à certificação mais de 90% de suas reservas provadas segundo o critério SEC. Atualmente, a empresa certificadora é a DeGolyer and MacNaughton (D&M).
A Petrobras também estima reservas segundo o critério ANP/SPE (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis / Society of Petroleum Engineers). Em 31 de dezembro de 2025, as reservas provadas segundo este critério atingiram 12,5 bilhões de barris de óleo equivalente.
De acordo com a companhia, as diferenças entre as reservas estimadas pelos critérios ANP/SPE e SEC estão associadas, principalmente, à utilização de diferentes premissas econômicas e à possibilidade de se considerar como reservas, no critério ANP/SPE, volumes além do prazo contratual de concessão nos campos do Brasil, de acordo com o regulamento técnico de reservas da ANP.
Metas superadas
No ano passado, a companhia havia informado que sua produção de óleo alcançara 2,40 milhões de barris de óleo por dia (bpd), ultrapassando em 0,5 p.p o limite superior da meta (+4%) estabelecida em seu Plano de Negócios 2025-2029. Esse resultado representa um crescimento de 11% em relação à produção de 2024.
A produção total de óleo e gás natural superou em 2,8 p.p. o limite superior da meta (+4%), alcançando 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), representando um aumento de 11% em relação à produção de 2024. A produção comercial de óleo e gás natural alcançou 2,62 milhões de boed, superando em 0,9 p.p. o limite superior da meta (+4%) projetada.
Além de superar os guidances estabelecidos, as marcas de produção de óleo, produção comercial e produção total superaram recordes anuais históricos registrados ao longo de uma trajetória de mais de 70 anos. A companhia também estabeleceu no pré-sal novos recordes anuais de produção total própria de 2,45 milhões de boed e operada de 3,70 milhões de boed. O volume de produção no pré-sal representa 82% da produção total da Petrobras.
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