O BTG Pactual retomou a cobertura da Pague Menos (PGMN3) com recomendação de outperform (compra) e preço-alvo de R$ 9 por ação para o fim de 2026 — alta de 38% em relação ao alvo anterior de R$ 6,50. Para os analistas Yan Cesquim, Luiz Guanais e Beatriz Cendon, a rede de farmácias inaugura uma nova fase em sua trajetória. O potencial de valorização das ações está em torno de 55%.
“A recente capitalização marca o início de uma nova fase, fortalecendo o balanço e permitindo à companhia buscar maior produtividade e um pipeline de expansão renovado”, afirmam os analistas, que enxergam o momento atual como o mais promissor dos últimos anos para o papel.
Turnaround concluído
A história recente da Pague Menos passou por três fases distintas. A primeira foi marcada por expansão acelerada e alocação intensa de capital. A segunda, pelos desafios da integração da Extrafarma, pela demanda atípica da pandemia e pelo aumento do endividamento. A terceira — e mais recente — pela chegada de uma nova liderança executiva e pela execução de um amplo processo de turnaround, ancorado em disciplina de capital.
Agora, com o balanço reforçado, a companhia está pronta para avançar. Os analistas projetam um CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de Ebitda de 15% entre 2025 e 2028, além de crescimento de 32% no lucro por ação no mesmo período.
“O setor farmacêutico tem fundamentos suficientes para sustentar crescimento acima da inflação, impulsionado por clientes de uso recorrente, novas tecnologias e consolidação do setor”, destacam Cesquim, Guanais e Cendon.
GLP-1 e expansão como pilares
Um dos principais vetores de crescimento identificados pelo BTG é o avanço dos medicamentos GLP-1 — utilizados no tratamento de obesidade e diabetes. Representando 9,1% da receita no quarto trimestre, a categoria deve garantir sozinha cerca de três pontos percentuais de crescimento da receita consolidada em 2026.
“Mesmo sob um cenário conservador, os GLP-1s devem assegurar 25% do crescimento anual estimado”, apontam os analistas.
No entanto, o BTG ressalta que a tese não depende apenas desse vetor. “Não precisamos de um cenário otimista de curto prazo para os GLP-1s para justificar nossa perspectiva de crescimento”, afirmam.
Outro pilar é a expansão física. A rede encerrou 2025 com 1.680 lojas e apenas 40 aberturas líquidas desde 2022. A partir de 2027, contudo, a companhia deve acelerar, com crescimento de área de vendas de cerca de 6% ao ano. Somado a um gap de produtividade ainda de 35% em relação ao benchmark do setor, “há espaço relevante para ganhos operacionais expressivos nos próximos anos”, concluem os analistas.
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