A Orizon (ORVR3) criou cerca de R$ 3 bilhões em valor para seus acionistas após a aquisição da Vital, segundo avaliação da XP, que realizou uma análise aprofundada sobre o portfólio da companhia e revisou suas estimativas.
A casa também elevou o preço-alvo para R$ 97,50 para o fim de 2026 e manteve a recomendação de compra, destacando que a leitura mais detalhada da operação permitiu mensurar com maior precisão o nível de valor gerado pela transação.
Segundo a XP, embora a percepção preliminar da aquisição já fosse positiva, a complexidade de valorar a Vital no curto prazo dificultou, em um primeiro momento, a mensuração do impacto econômico da operação.
Diante disso, após um estudo mais analítico sobre o tema, a casa passou a incorporar em seu modelo a monetização adicional de projetos maduros de biometano, a captura parcial de créditos de carbono e a possibilidade de outperformance regulatória no contrato da Ecourbis.
“Após um estudo mais detalhado, acreditamos que a Orizon criou cerca de R$ 3 bilhões em valor para seus acionistas”, afirma a XP.
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Orizon: XP eleva preço-alvo e mantém visão construtiva
Com a incorporação dos dados mais recentes e dos efeitos da aquisição da Vital, a XP atualizou seu modelo para a Orizon, estabelecendo novo preço-alvo de R$ 97,50 por ação para o final de 2026, com manutenção da recomendação de compra.
Entre as principais mudanças, a casa elevou suas estimativas de crescimento estrutural de volumes de resíduos nos aterros e revisou para cima a projeção de crescimento real de longo prazo do gate fee, em linha com a tese de aumento do poder de precificação dos ativos ao longo do tempo.
Por outro lado, a XP desacelerou a curva de monetização de créditos de carbono, adotando uma postura mais conservadora nessa frente, mesmo mantendo a premissa de monetização relevante dos créditos futuros.
A análise também considera que, no caso da Ecourbis, o valor implícito ainda reflete um cenário próximo ao cumprimento das obrigações contratuais, sem grandes outperformances operacionais, exceto por ganhos de eficiência em opex, enquanto eventuais outperformance de capex e evolução regulatória podem destravar valor adicional ao longo do tempo.
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Tese de longo prazo e potencial “10-bagger” seguem intactos
Na visão da XP, a Orizon segue como uma das teses mais completas dentro do seu universo de cobertura, combinando crescimento orgânico, expansão via M&As e múltiplas avenidas de monetização ligadas ao setor de gestão de resíduos.
A aquisição da Vital é classificada como transformacional e reforça a visão de longo prazo para a companhia.
A casa destaca ainda que a estrutura da NewCo tende a ser menos alavancada em comparação à ORVR standalone, o que preserva a flexibilidade financeira e abre espaço para a continuidade da agenda de consolidação em 2026, em um setor que ainda apresenta oportunidades relevantes de expansão.
“Continuamos vendo a companhia como um potencial ‘10-bagger’ e uma de nossas preferidas dentro do nosso universo de cobertura”, destaca a XP.






