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Natura (NTCO3) pretende manter The Body Shop e fortalecer Avon

Natura (NTCO3) pretende manter The Body Shop e fortalecer Avon

A Natura (NTCO3) é uma multinacional brasileira de cosméticos e produtos de higiene e beleza fundada em 1969 no interior de São Paulo. Passados 54 anos de atuação, a empresa chega a um dilema que diz respeito à venda de ativos devido à necessidade de ajuste em suas operações. Por conta disto, na noite de […]

A Natura (NTCO3) é uma multinacional brasileira de cosméticos e produtos de higiene e beleza fundada em 1969 no interior de São Paulo.

Passados 54 anos de atuação, a empresa chega a um dilema que diz respeito à venda de ativos devido à necessidade de ajuste em suas operações.

Por conta disto, na noite de segunda-feira (3) anunciou a venda da Aesop para a L’Oréal por US$ 2,5 bilhões. O comunicado atraiu a atenção do mercado para os demais ativos da empresa.

Poucas horas depois a multinacional já estava sendo questionada acerca da The Body Shop e Avon. Ambas são empresas do segmento de cosméticos, entretanto a primeira é inglesa e a segunda é norte-americana.

Já a holding que controla a Natura encerrou dezembro de 2022 com uma dívida bruta de R$ 13,3 bilhões. Na ocasião, o Grupo tinha R$ 6 bilhões em caixa.

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Entretanto, a companhia afirma que não pretende se desfazer de nenhum outro ativo, segundo disse o CFO Guilherme Castellan em webconferência na manhã desta terça-feira (4). A afirmação está mais relacionada à marca TBS e é uma decisão deste momento.

Na prática, os gestores ainda podem chegar a outro consenso, mas, por hora, a empresa pretende mesmo é rejuvenescer a marca e melhorar o posicionamento da TBS na Austrália, Canadá e Reino Unido. Estes são os principais mercados da marca.

Gráfico mostra a ação NTCO3 na Bolsa.

Natura (NTCO3): webconferência

Com o dinheiro que será pago à vista na venda da Aesop, a Natura pretende melhorar sua estrutura de capital, bem como desalavancar o balanço. Com esse movimento, espera destravar valor para seus acionistas.

Dentre as prioridades está a necessidade de ampliação e integração das marcas Natura e Avon na América Latina, assim como a otimização e melhoria dos negócios da Body Shop.

Ao menos, foi isso o que disse o CEO Fabio Barbosa. E acrescentou: “nosso foco será na redução da dívida bruta após a finalização da transação [com a L’Oreal]. A principal prioridade será no custo e no fluxo de caixa livre, que foi deficitário ano passado. Nosso foco é diminuir essa questão, tendo em mente olhando para maturidade do negócio, custo de dívida”.

Dividendos

Em relação aos dividendos, que são uma espécie de distribuição de lucros aos acionistas, os gestores ainda não têm uma definição quanto a este provento, mas disseram que ele depende da alocação de capital, investimentos e reestruturação de dívidas.

De qualquer forma, ficou claro nas falas dos executivos que todo esse movimento diz respeito a um ambiente desafiador, principalmente porque a empresa tem 10 países para consolidação dos negócios e não há no médio prazo previsão de expansão para novos países.

Ou seja, o Grupo quer arrumar a casa, aumentar as vendas, gerar dinheiro, diminuir a alavancagem, proteger o caixa e prestigiar o acionista com operações mais dinamizadas e, assim, proventos mais robustos.

Bolsa

A ação NTCO3 caía 0,15% às 14h33 de hoje, cotada a R$ 13,55.