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MRV (MRVE3): BTG (BPAC11) mantém compra apesar de cenário difícil

MRV (MRVE3): BTG (BPAC11) mantém compra apesar de cenário difícil

O banco BTG Pactual (BPAC11) manteve recomendação de compra para MRV (MRVE3), mesmo com um cenário de curto prazo considerado difícil. Porém, o banco de investimentos vê um valuation considerado atraente (0,75x P/VP). O BTG esteve reunido com o CFO Ricardo Rodrigues para falar sobre o setor e as perspectivas da empresa. No geral, o […]

O banco BTG Pactual (BPAC11) manteve recomendação de compra para MRV (MRVE3), mesmo com um cenário de curto prazo considerado difícil. Porém, o banco de investimentos vê um valuation considerado atraente (0,75x P/VP).

O BTG esteve reunido com o CFO Ricardo Rodrigues para falar sobre o setor e as perspectivas da empresa. No geral, o banco sinalizou que a Resia (subsidiária dos Estados Unidos) requer grande capital para crescer, explicando a queima de caixa no 3TRI22, mas suas operações estão em boa forma (alto yield on cost e boa atividade de leasing de projetos); a Resia espera entregar 2,4 mil unidades em 2023; as discussões sobre o programa habitacional da CVA com o novo governo são incipientes; e os custos estão mais sob controle agora e as margens brutas estão melhorando.

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MRV (MRVE3): Resia consome capital mas operação se desenvolve bem

O modelo de negócios da Resia consome capital para crescer, conforme refletido na queima de caixa do terceiro trimestre. Mas a maior parte das necessidades de capital é o financiamento da construção que não é considerado em seus acordos de dívida.

As taxas de hipoteca dos EUA são mais altas (impactando a acessibilidade dos compradores de casas), mas a demanda por aluguéis é sólida e a Resia manteve um sólido yield sobre o custo de 7%. A Resia deve vender um projeto no quarto trimestre e tem como meta 2,4 mil unidades em 2023 (exigindo capex de US$ 500 milhões para concluí-las). Se as vendas forem mais fracas, diminuirá seu ritmo de crescimento.

No âmbito nacional, as discussões do governo sobre o programa de habitação popular ainda são incipientes e, na visão da administração, faz sentido aumentar os subsídios para as camadas mais populares.

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A liberação do uso de recursos do FGTS na análise de crédito (aumentando a acessibilidade) é esperada até o final do ano, mas limitada às famílias com renda de R$ 2.400/mês. Por outro lado, a MRV informou que os custos de construção estão mais sob controle agora e, como a MRV está aumentando seus preços de venda, as margens brutas estão melhorando (aproximadamente 28% para novas vendas).

“A MRV espera que suas operações de baixa renda apresentem fluxo de caixa positivo em algum momento de 2023”, apontou trecho do relatório do banco.

Vendas sólidas em loteamentos

Já a Luggo vendeu 5 mil unidades para a Brookfield há um ano e está negociando outras 5 mil (ainda pendentes as condições de venda, margens, etc.), e também está discutindo a antecipação de algumas contas a receber da Brookfield.

A administração disse que a margem bruta da Luggo é de 20% a 22% e a margem líquida de 13% a 15%. No nicho de renda média (Sensia), a MRV disse que as taxas de hipoteca mais altas são um obstáculo, mas os bancos não estão restritivos até agora. Na Urba (negócio de loteamentos), as operações estão crescendo bem (atingindo aproximadamente 5.000 lotes), já que a demanda é grande neste segmento.

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