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Empresas de educação podem ganhar novo impulso com dividendos

Empresas de educação podem ganhar novo impulso com dividendos

A análise é do Bradesco BBI, que vê a resiliência financeira das companhias como um dos principais pontos positivos para o segundo semestre

As empresas de educação terminaram o primeiro semestre do ano com um cenário operacional desafiador, mas uma característica chamou a atenção dos investidores: a forte geração de caixa. Mesmo com a queda nas matrículas e os efeitos da nova regulamentação do ensino a distância (EAD), o fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) avançou 27% na comparação anual, abrindo espaço para uma possível retomada dos dividendos no setor.

A análise é do Bradesco BBI, que vê a resiliência financeira das companhias como um dos principais pontos positivos para o segundo semestre e para 2027. Entre os destaques, estão Vitru (VTRU3) e Cogna (COGN3), que lideraram a geração de caixa no período e podem anunciar novos proventos no curto prazo.

O desempenho operacional, por outro lado, foi mais fraco. A captação total de alunos caiu 13% em relação ao primeiro semestre de 2025, em grande parte como consequência das mudanças regulatórias no EAD. A desaceleração também atingiu o crescimento das receitas das companhias.

Apesar da menor quantidade de novos alunos, houve uma compensação parcial pelo avanço do ticket médio, que cresceu acima da inflação. O movimento ajudou a preservar a capacidade de geração de caixa das empresas mesmo em um ambiente de maior pressão sobre as matrículas.

Dividendos no radar

Para o BBI, a combinação entre geração de caixa robusta, redução gradual da alavancagem e uma possível queda dos juros cria um ambiente mais favorável para a distribuição de proventos.

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A expectativa é de que essa resiliência continue no segundo semestre de 2026 e ao longo de 2027. Com menor necessidade de direcionar recursos para redução de dívida e uma eventual melhora do ambiente financeiro, as companhias passam a ter mais espaço para remunerar os acionistas.

Vitru e Cogna aparecem como os principais destaques nesse cenário. A forte geração de caixa registrada pelas duas empresas reforça a possibilidade de novos anúncios de dividendos no curto prazo.

Nem todos os indicadores, porém, apresentaram evolução positiva. As margens EBITDA das empresas de educação registraram leve pressão no primeiro semestre, principalmente devido ao aumento das despesas de marketing.

O movimento ocorre justamente em um momento em que as companhias enfrentam um ambiente mais competitivo e precisam investir para atrair e reter alunos. Ainda assim, na avaliação do banco, a pressão sobre as margens não comprometeu a geração de caixa, que continua sendo o principal ponto favorável da tese.

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