A Minerva (BEEF3) deve reduzir a distribuição proporcional de dividendos nos próximos trimestres a fim de manter um nível adequado de endividamento. A informação foi dada pelo CFO da empresa, Edison Ticle, em entrevista ao site Faria Lima Journal.
A empresa adquiriu recentemente 16 plantas da concorrente Marfrig (MRFG3) espalhadas pela América do Sul, numa transação estimada em R$ 7,5 bilhões, e já realizou uma emissão de títulos no exterior no valor de US$ 1 bilhão, com juros de 8,875% ao ano.
Ticle afirmou que a empresa vai “focar em um primeiro momento em reduzir a dívida e pagar só o que a lei obriga, que é de 25% do lucro líquido, citando norma da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para as empresas listadas em Bolsa.
Até agora, neste ano, a empresa já distribuiu R$ 114 milhões em dividendos intercalares, enquanto acumula um lucro de R$ 234,7 milhões nos dois primeiros trimestres, de acordo com os balanços divulgados.
Nos últimos anos, a Minerva (BEEF3) pagou dividendos bem acima do mínimo obrigatório, chegando a distribuir 77% do lucro em 2020 – R$ 542,1 milhões, diante de um lucro acumulado de R$ 697,1 milhões.
O CFO explicou que a política da empresa define que a distribuição de dividendos deve se limitar ao mínimo obrigatório quando a alavancagem passa de 2,6 vezes a relação da dívida líquida sobre o Ebitda – no balanço do 2TRI23, esse índice era 2,7x, e o responsável pelas finanças da empresa já disse que ele deve subir a 3,2x após a aquisição das plantas da Marfrig.
O balanço da Minerva (BEEF3) para o terceiro trimestre de 2023 está previsto para ser divulgado em 8 de novembro.






