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Mercado ainda não precifica upside do Mercantil, diz Santander

Mercado ainda não precifica upside do Mercantil, diz Santander

Ação disparou 141% em 2025, cerca de 30% em 2026, e ainda tem potencial de valorização de 68%

O Santander iniciou a cobertura das ações do Banco Mercantil (BMEB4) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 125 para o final de 2027, implicando potencial de valorização de 68%. A análise é assinada pelos analistas Henrique Navarro, Anahy Rios e Lorenzo Giglioli.

A visão positiva se mantém apesar da forte alta recente do papel: a ação acumula 30% de valorização em 2026 — ante 8% do Ibovespa — e havia subido 141% em 2025. Para o banco, o mercado ainda não precifica integralmente o potencial de geração de resultados da companhia.

Base do INSS e receitas de serviços

O posicionamento do Mercantil entre beneficiários do INSS e o público com 50 anos ou mais é visto como vantagem competitiva relevante. O acesso recorrente a essa base favorece a originação de crédito, o cross-sell de produtos e uma receita mais previsível.

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Além do crédito, o Santander destaca o crescimento das receitas de serviços como vetor cada vez mais relevante da tese. Produtos de baixo consumo de capital — como seguros, assistências e o programa de assinatura Meu+ — contribuem para a rentabilidade sem demandar capital incremental relevante.

Qualidade dos ativos é o principal risco monitorado

A expansão recente em crédito consignado privado já resultou em aumento da inadimplência e das provisões. O Santander projeta NPL acima de 90 dias próximo de 4% e cost of risk de 6% ao final de 2026.

Ainda assim, os analistas avaliam que esses riscos estão amplamente contemplados nas estimativas e que a rentabilidade deve permanecer robusta, sustentada pelas receitas recorrentes e pela resiliência da franquia principal do banco.

A maior penetração de produtos, a monetização crescente e a capacidade de absorver maiores provisões sem comprometer o resultado são os pilares que sustentam a recomendação de compra.