O Méliuz (CASH3) informou, na manhã desta segunda-feira (23), que, até o momento, já recomprou 4,985 milhões de ações por meio de contratos de derivativos com contrapartes, o que corresponde a aproximadamente 54,6% do total autorizado em seu programa de recompra de ações.
“Em pouco mais de três meses, o programa de recompra de ações resultou em um Bitcoin Yield Ajustado de 4,38%, o que representa um Bitcoin Yield mensal de 1,23%”, informou o Méliuz.
A empresa explica que o Bitcoin Yield é um dos principais indicadores de performance das Bitcoin Treasuries Companies, refletindo a variação percentual entre o total de Bitcoin em posse da companhia e a quantidade total de ações em determinado período. O indicador ajustado considera exclusivamente as ações em circulação, desconsiderando aquelas recompradas no âmbito do programa.
O Méliuz também reafirmou o compromisso com a geração de valor aos acionistas por meio da recompra de ações. De acordo com a companhia, atualmente são mantidos 604,69 Bitcoins — equivalentes a cerca de R$ 212,3 milhões — além de R$ 67,3 milhões em caixa, totalizando aproximadamente R$ 279,6 milhões em ativos líquidos, com base no resultado do terceiro trimestre de 2025.
A empresa acrescenta que seu negócio operacional gerou, nos últimos doze meses até o 3T25, R$ 94,7 milhões de EBITDA e R$ 53,3 milhões de lucro líquido, destacando ainda que não possui endividamento e que seu valor de mercado atual é de cerca de R$ 394,5 milhões.
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O que é o Bitcoin Yield?
Para evitar ruídos de interpretação, o Bitcoin Yield é um indicador típico de empresas que adotam estratégia de tesouraria em Bitcoin, pois relaciona a quantidade total de BTC em posse da companhia com o número de ações ao longo do tempo.
Na prática, a métrica busca mostrar se, mesmo com mudanças na base acionária, a exposição econômica dos acionistas ao ativo digital está aumentando ou diminuindo.
Nesse contexto, a leitura do indicador vai além da simples valorização do Bitcoin, já que incorpora decisões corporativas como recompras de ações e gestão de capital. Quando a empresa reduz o número de ações em circulação e mantém ou amplia sua posição em BTC, por exemplo, a exposição por ação tende a crescer, elevando o Bitcoin Yield e sinalizando potencial criação de valor sob a ótica dessa estratégia de tesouraria.
“O Bitcoin Yield Ajustado considera exclusivamente as ações em circulação da Companhia, desconsiderando aquelas recompradas no âmbito do programa de recompra de ações”, informou o Méliuz.






