A Grendene (GRND3) encerrou o 2º trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 95,3 milhões, queda de 48,6% ante o mesmo período de 2025. A margem líquida ajustada perdeu 17,5 pontos percentuais e ficou em 19,7%.
A operação em si mudou pouco. A receita líquida somou R$ 552,8 milhões, recuo de 0,4%, e o volume vendido chegou a 26,8 milhões de pares, 0,9% abaixo do registrado um ano antes.
O que derrubou o resultado veio da linha financeira. O resultado financeiro líquido ajustado encolheu 60,8%, para R$ 56,0 milhões, após as distribuições extraordinárias de dividendos reduzirem o saldo médio das aplicações da dona da Melissa e da Ipanema.
Margem bruta sobe, mas Ebit ajustado cai quase pela metade
O lucro bruto avançou 0,6%, para R$ 234,5 milhões, com margem bruta de 42,4%, ganho de 0,4 ponto percentual. Já o Ebit ajustado (lucro operacional antes de juros e impostos) recuou 48,2% e ficou em R$ 15,8 milhões, com margem de 3,3%.
No mercado interno, a receita bruta caiu 5,0%, para R$ 544,0 milhões, com 22,5 milhões de pares vendidos. A exportação seguiu na direção oposta: R$ 187,8 milhões, alta de 2,3% em reais e de 14,8% em dólares, com 4,3 milhões de pares embarcados.
Caixa menor e nova distribuição aos acionistas
O caixa líquido fechou junho em R$ 1,502 bilhão, contra R$ 2,167 bilhões doze meses antes. O conselho aprovou mais R$ 58,6 milhões entre dividendos e juros sobre o capital próprio (JCP), pagos a partir de 09 de setembro de 2026, com as ações negociadas ex-proventos desde 24 de agosto.






