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LOG: BTG eleva preço-alvo para R$ 35 e vê potencial de 31% em 12 meses

LOG: BTG eleva preço-alvo para R$ 35 e vê potencial de 31% em 12 meses

BTG destaca demanda forte por imóveis logísticos e portfólio de alta qualidade; vacância de 3% com adições majoritariamente pré-locadas e inadimplência próxima de zero

O BTG Pactual elevou o preço-alvo para LOG (LOGG3) de R$ 27 para R$ 35 por ação em 12 meses, implicando potencial de valorização de 31%. A recomendação de compra foi mantida pelos analistas Gustavo Cambauva, Gustavo Fabris e Antonio Pascale em relatório divulgado nesta semana.

A revisão incorpora novas projeções macroeconômicas, fusões e aquisições recentes (incluindo venda de R$ 1 bilhão em ativos anunciada no mês passado), resultados do quarto trimestre de 2025 e guidance da companhia de adição de 2 milhões de metros quadrados de área bruta locável (ABL) até o final de 2028.

“Acreditamos que a LOG está totalmente pronta para entregar um 2026 forte, já que as perspectivas do setor permanecem favoráveis e a companhia está bem-posicionada (devido à sua verticalização e posicionamento único no segmento de logística)”, destacam os analistas.

Operação segue forte

Operacionalmente, a LOG continua performando muito bem, já que a demanda por imóveis logísticos tem sido forte e a companhia possui um portfólio de alta qualidade. A empresa entregou um 2025 robusto em todas as frentes: a taxa de vacância permaneceu muito baixa (~3%) apesar da adição significativa de ABL (majoritariamente pré-locada); aluguéis continuaram crescendo acima da inflação (aluguel por metro quadrado +16% a/a); e a inadimplência ficou próxima de zero.

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“Operacionalmente, a LOG continua performando muito bem, já que a demanda por imóveis logísticos tem sido forte e a LOG possui um portfólio de alta qualidade”, afirmam Cambauva, Fabris e Pascale.

Reciclagem de portfólio gera valor

A LOG também manteve sua estratégia de reciclar o portfólio em termos acretivos, uma vez que a companhia continua entregando projetos com yield-on-cost de aproximadamente 13%, enquanto vende ativos a taxas de capitalização (cap rates) de cerca de 8%.

“Nos últimos 12 meses, a companhia vendeu aproximadamente R$ 1,8 bilhão (em quatro diferentes negócios), o que ajudou a alavancagem a cair bastante, apesar de distribuir dividendos robustos (17% de yield em 2025) e manter seu alto capex em greenfields, add-ons e expansões”, pontuam os analistas.

Valuation atrativo

O BTG destaca que o valuation ainda parece atraente a apenas 6,5x P/L 2026E, implicando uma taxa interna de retorno (IRR) real ao equity de aproximadamente 13%.

“O valuation ainda parece convincente a apenas 6,5x P/L 2026E, implicando um IRR real ao equity de aproximadamente 13%, portanto reiteramos nossa recomendação de compra na LOG, com preço-alvo de R$ 35 por ação (31% de upside)”, concluem.