A permanência de investimentos mais elevados pode afetar a geração futura de caixa da Petrobras (PETR3; PETR4), caso não haja compensações na operação ou no capital de giro – o que coloca a execução do plano de investimentos como elemento central para a sustentabilidade dos retornos ao acionista ao longo do ano. É o que prevê relatório do Bradesco BBI sobre o balanço da petroleira.
Com isso, os investimentos permanecem como principal ponto de atenção, já que o dispêndio recorrente, mesmo excluindo desembolsos de M&A, avançou para patamar acima do previsto no plano estratégico.
Por outro lado, o relatório prevê que o pagamento de US$ 1,5 bilhão em dividendos tende a ser bem recebido pelo mercado, especialmente por ter superado a expectativa de mercado em um trimestre que costuma ser marcado por pressões sobre a geração de caixa.
“Os resultados reforçam que, apesar do ambiente mais desafiador para geração de caixa – especialmente pelo avanço dos investimentos – a Petrobras segue capaz de cumprir sua fórmula de dividendos, graças à dinâmica favorável do capital de giro no trimestre”, ressaltou trecho do relatório.
Como foi o balanço
A Petrobras apresentou, no quarto trimestre do ano, um EBITDA de US$ 10,93 bilhões no trimestre, em linha com estimativas internas, embora 3% abaixo do consenso. Mesmo diante de um EBITDA menor e de um aumento dos investimentos para US$ 6,6 bilhões (contra US$ 4,9 bilhões no 3TRI25), companhia anunciou US$ 1,5 bilhão em dividendos obrigatórios, no topo das expectativas, beneficiados por uma forte liberação de capital de giro, com destaque para a linha fornecedores (US$ 1,2 bilhão).
O desempenho operacional consolidado mostrou EBITDA estável em relação ao esperado, com destaque positivo para a Refino e Comercialização (Downstream), enquanto a Exploração e Produção (Upstream) refletiu a queda de quase 8% nos preços do petróleo na comparação trimestral.






