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Intelbras avança quase 5% após balanço; BBI elogia o esforço para a rentabilidade

Intelbras avança quase 5% após balanço; BBI elogia o esforço para a rentabilidade

Ações reagem ao 4T25 enquanto banco destaca foco em margens, disciplina operacional e valuation atrativo, mesmo com receita ainda pressionada

As ações da Intelbras (INTB3) subiam 4,44%, cotados a R$ 13,63, por volta das 11h15. Os papéis chegaram a subir mais de 5% ao atingirem a máxima do dia, quando atingiu os R$ 13,63.

Esta movimentação positiva reflete o sentimento do mercado sobre a empresa de tecnologia. O Bradesco BBI salientou em seu relatório que o trimestre da Intelbras foi resiliente do ponto de vista operacional, destacando a expansão de margens e a disciplina financeira como os principais pontos qualitativos do resultado, mesmo em um cenário de receita ainda mais fraca na comparação anual.

Na avaliação dos analistas Daniel Federle Henrique Colla, o 4T25 reforça a estratégia da Intelbras de priorizar eficiência e retorno sobre o capital, com controle de custos, capex contido e melhora na dinâmica de capital de giro.

Apesar da queda de 9,3% na receita anual, o EBITDA superou as estimativas do banco e a margem EBITDA atingiu 13,9%, com expansão tanto na base anual quanto trimestral, indicando maior qualidade operacional.

“Resultado como levemente positivo, reforçando que a estratégia de priorização de rentabilidade — com foco em ROIC (retorno sobre o capital investido), redução de custos e disciplina operacional — está produzindo efeitos concretos”, afirmao Bradesco BBI.

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O relatório também destaca que os investimentos permaneceram controlados, totalizando R$ 15 milhões no trimestre, equivalente a 1,3% da receita, enquanto a companhia apresentou evolução na gestão do capital de giro, com menor prazo médio de recebíveis e estoques, além de maior dilação de pagamentos a fornecedores.

Intelbras: BBI aponta inflexão nas margens e reforça tese com valuation

Para o banco, o principal destaque do trimestre está na trajetória das margens, que pode começar a mudar a percepção do mercado sobre a tese da companhia, mesmo com o crescimento ainda pressionado no curto prazo.

A leitura é de que o ambiente de receita segue desafiador, especialmente em ICT e Energia, refletindo ajustes de portfólio, precificação mais seletiva e um cenário macro menos favorável.

“O mercado deve enxergar o trimestre como um ponto de inflexão na trajetória de margens, potencialmente levando a revisões positivas para a rentabilidade, ainda que o ambiente de receita permaneça desafiador no curto prazo”, destacaram os analistas do Bradesco BBI.

Além da melhora operacional, o banco chama atenção para o valuation descontado como um dos pilares da tese, combinando múltiplos baixos com maior geração de caixa estrutural ao longo do tempo.

“Considerando a combinação entre valuation atraente — com rendimento de fluxo de caixa (FCFE yield) próximo de 20% e múltiplo de cerca de 7x o múltiplo P/L para 2026 — e melhoria estrutural de rentabilidade, seguimos vendo Intelbras como uma oportunidade interessante no setor de tecnologia”, concluíram os analistas do Bradesco BBI.

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