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Iguatemi entrega resultado resiliente no 1T26, com geração de caixa acima do esperado

Iguatemi entrega resultado resiliente no 1T26, com geração de caixa acima do esperado

Desempenho operacional sólido sustenta visão positiva, apesar de ausência de gatilhos relevantes no curto prazo

A Iguatemi (IGTI11) apresentou resultados resilientes no primeiro trimestre de 2026, com números, de modo geral, em linha com as expectativas do mercado. O EBITDA, desconsiderando efeitos não recorrentes como venda de participações minoritárias, linearização e swaps, somou R$ 262 milhões, ficando 4% abaixo das estimativas.

Por outro lado, o FFO (geração de caixa operacional) ajustado atingiu R$ 144 milhões, superando em 11% as projeções, impulsionado principalmente por uma alíquota de imposto menor no período.

Iguatemi sustenta expansão consistente com alta ocupação e crescimento real de receitas

As métricas operacionais seguiram consistentes no trimestre. As vendas totais cresceram 12,8% na comparação anual, alcançando R$ 5,7 bilhões. As vendas em mesmas lojas (SSS) avançaram 5,2%, em linha com o setor, enquanto as vendas em mesmas áreas tiveram alta de 7,8%.

No segmento de locação, os indicadores também mostraram desempenho robusto. Os aluguéis em mesmas lojas (SSR) cresceram 6,0%, enquanto em mesmas áreas (SAR) avançaram 6,7%, refletindo ganho real relevante.

A taxa de ocupação permaneceu elevada em 97,3%, com inadimplência líquida em queda para 0,7%. O custo de ocupação ficou em 11,9%, indicando equilíbrio nas condições para os lojistas.

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No resultado financeiro, a receita líquida somou R$ 369 milhões, alta de 13% em base anual, enquanto a receita bruta atingiu R$ 415 milhões. O desempenho foi impulsionado, em parte, pelo crescimento das plataformas de varejo da companhia, como iRetail e Iguatemi 365.

A dívida líquida encerrou o trimestre em aproximadamente R$ 1,9 bilhão, com alavancagem ajustada de 1,29 vez dívida líquida sobre EBITDA. No período, a companhia investiu R$ 94 milhões em capex e distribuiu R$ 49,9 milhões em dividendos.

Apesar da consistência dos resultados, analistas avaliam que ainda não há gatilhos relevantes para revisões positivas no curto prazo. “O resultado reforça a previsibilidade operacional e sustenta uma visão construtiva, mas sem espaço, neste momento, para revisões relevantes nas estimativas de 2026”, afirmam.

A recomendação de compra foi mantida, apoiada em três pilares: métricas operacionais de alta qualidade, com crescimento acima da inflação; valuation atrativo, com retorno real estimado de 10,2% e múltiplo de 8,5 vezes P/FFO para 2027; e potencial de revisão positiva do FFO a partir de 2027, impulsionado pelos efeitos esperados da reforma tributária.

Na avaliação dos analistas, o desempenho do trimestre reforça a solidez e a previsibilidade dos resultados da companhia, sustentando uma perspectiva positiva para o ativo no médio prazo.