Os mercados operam em ritmo lento nesta sexta-feira (3) por conta do feriado da Independência nos Estados Unidos, que suspende os futuros de Nova York e reduz a liquidez global. As bolsas europeias seguem sem direção única, as asiáticas fecharam em alta e o dólar recua frente às principais moedas.
O petróleo oscila perto da estabilidade em meio ao acompanhamento das negociações com o Irã. O minério de ferro encerrou a sessão em Dalian em queda de 1,74%, cotado a ¥ 734 por tonelada, o equivalente a US$ 108,11.
No Brasil, o dólar mais fraco pode favorecer o real, mas a menor liquidez internacional tende a limitar movimentos mais expressivos dos ativos.
A agenda local concentra atenções na produção industrial de maio, na balança comercial de junho e na decisão dos Estados Unidos de abrir audiência pública para avaliar políticas e práticas comerciais brasileiras, tema que pode ganhar repercussão ao longo do dia.
Produção industrial
A indústria brasileira recuou 0,2% em maio frente a abril, primeiro resultado negativo de 2026. Na comparação anual, o avanço foi de apenas 0,2%, bem abaixo dos 2,7% de abril. O acumulado do ano segue positivo em 1,4%, mas os últimos 12 meses mostram expansão de apenas 0,4%, sinalizando perda de fôlego num ambiente de juros elevados e demanda mais contida.
Posição vendida
Junho terminou com saída total de R$ 7,786 bilhões em capital estrangeiro, mas a reta final trouxe algum alívio: os últimos três pregões do mês registraram entradas combinadas de cerca de R$ 1 bilhão. Julho, porém, começou com retiradas: R$ 589,8 milhões saíram na quarta-feira (1º).
O Ibovespa segue oscilando entre 170 mil e 173 mil pontos, com a relação entre posições vendidas e o índice em torno de 1,04 vez, menor nível desde a inversão do fluxo estrangeiro em meados de abril. Nos níveis atuais, o índice negocia entre 7 e 8 vezes o lucro, desconto que pode sustentar o menor apetite por apostas contrárias.
Análise técnica
O Ibovespa avançou na sessão de quinta-feira e chegou a testar a resistência nos 174.177 pontos, mas perdeu tração e encerrou distante do nível. A tendência neutra permanece com viés positivo. Um eventual rompimento dessa região abre caminho para o próximo alvo em 177.748 pontos.

A recomendação do dia é de compra para Rede D’Or (RDOR3), com entrada entre R$ 35,74 e R$ 35,92, primeiro alvo em R$ 36,51, com ganho estimado entre 1,65% e 2,15%, e segundo objetivo em R$ 37,90, com potencial entre 5,52% e 6,04%. O stop fica em R$ 35,45, com perda estimada entre 0,81% e 1,30%.






