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Ibovespa futuro tem forte queda nesta quarta-feira

Ibovespa futuro tem forte queda nesta quarta-feira

Ibovespa futuro cai 1,4% com tarifas americanas sobre o Brasil e tensões no Oriente Médio; petróleo sobe pelo terceiro dia e pode limitar perdas nos papéis de commodity

O Ibovespa futuro opera em forte queda de 1,4%, aos 172.705 pontos, nesta quarta-feira (3), com o cenário externo impondo cautela generalizada aos ativos de risco.

A proposta dos Estados Unidos de novas tarifas sobre mais de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, é o principal vetor de pressão.

Exterior: bolsas europeias recuam e dólar se fortalece

Em Nova York, os futuros operam sem direção única, enquanto as bolsas europeias recuam e as asiáticas fecharam de forma mista. O movimento reflete a busca por proteção, com avanço dos Treasuries e fortalecimento do dólar frente a moedas relevantes.

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No mercado de commodities, o petróleo sobe pelo terceiro dia consecutivo — movimento que pode oferecer suporte aos papéis ligados à commodity e ajudar a amenizar as perdas do Ibovespa. O minério de ferro, por outro lado, recuou: o contrato mais negociado em Dalian caiu 0,57%, a ¥ 780 por tonelada, equivalente a US$ 115,34.

Produção industrial avança 0,7% em abril

A produção industrial brasileira avançou 0,7% em abril na comparação com março, já descontados os efeitos sazonais, e registrou o quarto mês consecutivo de crescimento. Com isso, o setor acumula expansão de 4,4% desde o início do ano, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado reforça o processo de recuperação da atividade industrial em 2026. Atualmente, a produção está 4,7% acima do nível observado antes da pandemia de Covid-19, em fevereiro de 2020. Ainda assim, permanece 12,9% abaixo do recorde histórico registrado em maio de 2011.

Na comparação com abril de 2025, a indústria cresceu 2,7%, embora em ritmo inferior ao avanço de 4,4% observado em março. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o setor registra expansão de 1,7% frente ao mesmo período de 2025.

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