O Ibovespa futuro opera em queda de 0,26%, aos 169.555 pontos, em reação ao cenário externo mais cauteloso e à divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que voltou a pressionar as expectativas de inflação e juros no país.
CPI
A inflação ao consumidor nos Estados Unidos acelerou em maio, com alta mensal de 0,5%, levando a taxa em 12 meses a 4,2%, segundo o Bureau of Labor Statistics. Os números vieram em linha com as expectativas do mercado, mas sinalizam deterioração frente ao patamar de 3,8% observado em abril.
O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento nos custos de energia, enquanto as pressões subjacentes mostraram menor intensidade. Ainda assim, o índice anual superou a marca de 4% pela primeira vez em três anos, reforçando a leitura de que a inflação segue resiliente e pode sustentar juros elevados por mais tempo nos EUA.
Ambiente internacional
Os mercados internacionais iniciam o dia em tom cauteloso, com investidores atentos a sinais de política monetária e à divulgação de indicadores econômicos relevantes. Os futuros em Nova York operam em leve baixa, enquanto bolsas europeias e asiáticas também exibem viés negativo. No ambiente macro, o dólar permanece fortalecido frente a outras moedas, ao passo que os rendimentos dos Treasuries avançam, refletindo expectativas de juros elevados por período prolongado.
Entre as commodities, o petróleo tipo Brent avança, enquanto o minério de ferro sobe 1,51%, negociado a US$ 113,92 por tonelada, sustentado por perspectivas de demanda asiática.
No Brasil, o cenário externo mais avesso ao risco tende a pressionar ativos locais, especialmente câmbio e bolsa, com o fluxo para emergentes no radar. Investidores também acompanham a agenda doméstica, com foco em questões fiscais e possíveis desdobramentos de políticas econômicas.
Ibovespa: análise técnica
O Ibovespa avançou 0,68% na sessão anterior, em um movimento de repique técnico após uma sequência recente de perdas que levou o índice a níveis mais baixos. Apesar da recuperação pontual, a estrutura gráfica segue indicando tendência de baixa no curto prazo, marcada por topos e fundos descendentes e ausência de retomada consistente dos níveis anteriores.
O movimento altista recente ocorre após forte pressão vendedora e, por ora, não altera o quadro técnico predominante.






