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Ibovespa futuro aponta forte queda

Ibovespa futuro aponta forte queda

IPCA e risco fiscal mantêm investidores atentos no cenário doméstico nas negociações desta sexta-feira

Os mercados globais operam em alta nesta sexta-feira (12), sustentados pela expectativa de um acordo geopolítico entre Estados Unidos e Irã, que pode ser assinado nos próximos dias em Genebra. O movimento favorece o apetite por risco, com bolsas na Ásia, Europa e futuros em Nova York em terreno positivo. Contudo, o Ibovespa futuro opera em queda de 0,97%, aos 170.195 pontos.

A perspectiva de estabilização no Oriente Médio pressiona as commodities energéticas, com o petróleo registrando queda de cerca de 3,6%. O Brent recua para a faixa de US$ 87 o barril, enquanto o WTI se aproxima de US$ 84. O movimento também se reflete nos rendimentos dos Treasuries e no dólar, que passam a ceder no mercado internacional.

No Brasil, o ambiente externo mais benigno contribui para a queda do dólar e dos juros futuros. Por outro lado, o recuo do petróleo limita o potencial de alta da bolsa doméstica, principalmente pelo impacto nas ações da Petrobras (PETR4), cujo ADR caía no pré-mercado.

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Dados domésticos e fiscal no radar

No front doméstico, o principal destaque do dia é a divulgação do IPCA de maio. A inflação oficial do país perdeu ritmo, mas segue pressionada por itens essenciais. O índice subiu 0,58% no mês, desacelerando em relação aos 0,67% registrados em abril, segundo dados divulgados pelo IBGE. Ainda assim, o índice acumula alta de 3,20% no ano e de 4,72% em 12 meses.

O número mensal veio um pouco acima do esperado (0,55%). O anual também superou as expectativas de 4,69%.

Além disso, o cenário fiscal segue no radar, após o governo alertar que propostas em tramitação no Congresso podem gerar impacto anual de R$ 111 bilhões nas contas públicas. O risco orçamentário continua sendo um fator relevante para a precificação dos ativos locais.

Ibovespa

O Ibovespa tenta consolidar uma recuperação após a sequência recente de quedas, em meio a sinais técnicos mais favoráveis. O índice à vista avançou 1,71% na última sessão, indicando tentativa de formação de piso no curto prazo.

“O comportamento do preço na região próxima às mínimas recentes sugere potencial início de formação de fundo no curto prazo, com perda de intensidade da pressão vendedora e aumento do interesse comprador”, afirma a Ágora Investimentos.

Mesmo com o suporte externo, o desempenho deve ser moderado, diante da pressão exercida pela queda do petróleo e da cautela em relação ao cenário interno.

Fonte: Ágora Investimentos