O Ibovespa volta a operar em queda, nesta sexta-feira (6), pressionado pelo aumento das tensões no Oriente Médio e pela cautela dos investidores diante de riscos para a economia global.
Por volta das 11h18, o principal índice da bolsa brasileira recuava 0,83%, aos 178.960 pontos. No mesmo horário, o dólar subia 0,41%, a R$ 5,30.
A aversão ao risco no mercado internacional ocorre em meio ao sétimo dia de conflito entre Estados Unidos e Irã, que tem ampliado os temores de interrupção no fornecimento de energia no mundo.
Em entrevista ao Financial Times, o ministro da Energia do Catar, Saad al-Kaabi, afirmou que a escalada da guerra pode levar à interrupção das exportações de energia do Golfo Pérsico em poucos dias. Segundo ele, um ataque de drone realizado pelo Irã pode fazer com que o restabelecimento do fornecimento de gás natural leve meses.
O cenário elevou a volatilidade nos mercados e aumentou a cautela entre investidores, especialmente diante do risco de que o conflito afete rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo.
Petróleo dispara e beneficia petroleiras
Apesar da queda do índice, as ações ligadas ao petróleo operam entre os principais destaques positivos do pregão.
Por volta das 11h20, os contratos do petróleo Brent subiam cerca de 5,6%, a US$ 90,21, enquanto o WTI avançava mais de 8%, a US$ 87,82.
O movimento ocorre com o aumento dos temores de interrupção na oferta global de petróleo. O ministro do Catar chegou a afirmar que os preços da commodity podem atingir US$ 150 por barril caso navios petroleiros deixem de circular pelo Estreito de Ormuz.
Nesse cenário, as petroleiras lideram os ganhos na bolsa brasileira.
Por volta das 11h20, Petrobras (PETR4) subia 3,00%, a R$ 41,91, enquanto PETR3 avançava 3,00%, a R$ 45,29.
Outras empresas do setor também acompanhavam o movimento: Prio (PRIO3) liderava os ganhos do Ibovespa, com alta de 4,88%, a R$ 59,74, enquanto Brava Energia (BRAV3) subia 2,86%, a R$ 19,40.
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