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Hora do bull market? Ibovespa fecha em novo recorde depois de superar os 180 mil pontos

Hora do bull market? Ibovespa fecha em novo recorde depois de superar os 180 mil pontos

A bolsa brasileira acompanha o forte movimento dos mercados acionários da América Latina, que começam o ano liderando o ranking global de rentabilidade

O Ibovespa está em bull market? Tudo indica que sim, depois que a bolsa de valores passou, pela primeira vez, dos 180 mil pontos nesta sexta-feira (23), encerrando o dia em forte alta de 1,86%, aos 178.858 pontos, em um volume financeiro de R$ 35,9 bilhões. Com isso, a bolsa renova os recordes de fechamento do pregão e intradia.

A bolsa brasileira acompanha o forte movimento dos mercados acionários da América Latina, que começam o ano liderando o ranking global de rentabilidade quando os retornos são medidos em dólares. Levantamento da Elos Ayta, que acompanha o desempenho de 21 dos principais índices de bolsa do mundo, mostra que Peru, Colômbia e Chile ocupam as três primeiras posições até 22 de janeiro, seguidos por Brasil e México.

Na liderança do ranking aparece o índice S&P/BVL General, do Peru, com alta de 20,06% em dólares. O MSCI Colcap, da Colômbia, vem na sequência, com ganho de 18,90%, enquanto o IPSA, do Chile, registra valorização de 13,91%.

O grupo dos cinco mercados com melhor desempenho é completado pelo IPyC, do México, que sobe 9,43% na moeda americana no início do ano.

No caso brasileiro, o resultado também se destaca sob a ótica histórica. De acordo com a Elos Ayta, a valorização próxima de 13% do Ibovespa em dólares representa o melhor desempenho mensal desde novembro de 2023, quando o índice avançou 15,32% nessa base de comparação.

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O movimento sinaliza uma reprecificação dos ativos da região no começo de 2026, em um ambiente marcado por maior apetite ao risco por parte dos investidores internacionais.

Ibovespa descolado de Nova York

Lá fora, as bolsas de Nova York encerraram o dia em direções distintas, refletindo um pregão marcado pela combinação de balanços corporativos, indicadores econômicos positivos e um ambiente externo um pouco mais favorável. Investidores avaliaram dados que reforçam a resiliência da economia dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que reagiram à percepção de arrefecimento das tensões geopolíticas, diante da possibilidade de um entendimento entre EUA e Europa envolvendo a Groenlândia.

O Dow Jones recuou 0,58%, aos 49.098,71 pontos, pressionado principalmente por ações do setor financeiro e industrial. O S&P 500 terminou praticamente estável, com leve alta de 0,03%, aos 6.915,61 pontos, enquanto o Nasdaq avançou 0,28%, fechando aos 23.501,24 pontos, sustentado por papéis de tecnologia.

No acumulado da semana, o desempenho foi negativo para os três principais índices. O Dow Jones caiu 0,53%, o S&P 500 recuou 0,35% e o Nasdaq perdeu 0,06%, refletindo a cautela dos investidores diante de projeções corporativas mais fracas em alguns segmentos.

Entre os destaques negativos do dia, a Intel despencou 17%, após frustrar o mercado com seu guidance para o primeiro trimestre, reacendendo dúvidas sobre o ritmo de recuperação da companhia em um setor cada vez mais competitivo. As ações do Goldman Sachs também tiveram queda expressiva, de 3,73%, em meio a ajustes no setor financeiro.

Na ponta positiva, empresas de semicondutores ganharam fôlego. Nvidia (NVDA; NVDC34) avançou 1,54% e AMD subiu 2,35%, impulsionadas por rumores de que o CEO da Nvidia, Jensen Huang, pretende visitar a China nos próximos dias, o que alimentou expectativas de avanço nas relações comerciais e novas oportunidades de negócios.

No campo macroeconômico, os dados reforçaram o cenário de atividade ainda sólida nos Estados Unidos. O PMI composto subiu de 52,7 em dezembro para 52,8 em janeiro, na leitura preliminar, indicando expansão moderada da economia. Já o índice de sentimento do consumidor, medido pela Universidade de Michigan, avançou para 56,4 em janeiro, ante 52,9 no mês anterior, sinalizando uma melhora gradual na confiança das famílias.

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