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GPS ganha fôlego após vitória no STJ sobre Sistema S

GPS ganha fôlego após vitória no STJ sobre Sistema S

Mercado vê espaço para forte valorização das ações mesmo com desafios no curto prazo

A ação da GPS (GGPS3) ganhou um novo vetor positivo após decisão favorável do Superior Tribunal de Justiça (STJ) envolvendo contribuições ao chamado Sistema S, tema relevante para empresas intensivas em mão de obra. A avaliação é do BTG Pactual, que considera o movimento um passo importante para reduzir incertezas jurídicas e melhorar a leitura sobre os resultados da companhia.

O julgamento, com placar de 6 a 3, tratou das contribuições para entidades como SESI, SENAI, SESC e SENAC, permitindo à GPS reverter parte relevante de provisões já registradas em balanço. Segundo o banco, essa fatia corresponde a cerca de 45% do total provisionado, equivalente a aproximadamente R$ 340 milhões.

Decisão reduz incerteza e melhora perspectiva financeira

Na visão dos analistas Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim, o impacto direto vai além do efeito contábil.

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Esta decisão é um passo importante para reduzir o custo recorrente e a incerteza legal associada ao tema”, afirmam.

A expectativa é que a reversão dessas provisões gere um efeito positivo relevante nos resultados, ainda que sem impacto de caixa imediato. Além disso, existe a possibilidade de extensão do entendimento para outros processos relacionados, como os envolvendo INCRA e SEBRAE, que representam os 55% restantes do valor provisionado.

“Há uma probabilidade relevante de que os demais casos sigam racional semelhante ao julgamento”, destacam os analistas.

Potencial de valorização permanece elevado

Com a nova dinâmica, o BTG reforçou recomendação de compra para o papel, destacando que a GPS segue negociando com desconto relevante em relação ao seu potencial de crescimento. A instituição projeta valorização superior a 100% no horizonte de 12 meses, com preço-alvo de R$ 24.

A companhia é vista como uma das principais histórias de crescimento estrutural no Brasil, beneficiada pela tendência de terceirização de serviços, setor em que possui escala e vantagens competitivas.

“Seguimos vendo a GPS como uma das histórias mais atrativas de composição de valor no longo prazo no Brasil”, afirmam os analistas.

Fundamentos seguem sólidos apesar de curto prazo mais fraco

Apesar da visão construtiva, o BTG reconhece que o desempenho operacional de curto prazo ainda apresenta desafios, com crescimento de resultados mais moderado. Ainda assim, a companhia mantém fundamentos robustos, com margens estáveis e perspectiva de expansão gradual da rentabilidade.

Além disso, a empresa conta com baixa intensidade de capital e forte geração de retorno, fatores que sustentam a tese de valorização no médio e longo prazo.

Com a redução do risco jurídico e maior previsibilidade sobre custos, a decisão do STJ reforça a confiança dos investidores e pode funcionar como catalisador relevante para as ações nos próximos meses.