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Entenda como pós-pago e fibra sustentam resultado da Vivo

Entenda como pós-pago e fibra sustentam resultado da Vivo

De acordo com o relatório, a receita móvel por usuário (ARPU) excluindo M2M, ficou em R$ 52,6 (alta de 0,8%)

O resultado da Vivo (VIVT3) foram sustentados por serviços como telefonia celular pós-pago e internet via fibra (FTTH). Essa é a visão do relatório do banco Safra sobre o balanço da companhia, divulgado nesta segunda-feira (11).

De acordo com o relatório, a receita móvel por usuário (ARPU) excluindo M2M, ficou em R$ 52,6 (alta de 0,8%), sustentado pela contínua migração de clientes do pré-pago para planos controle e destes para o pós-pago tradicional, além de uma melhora no mix de clientes.

A receita do pré-pago recuou 1% em relação ao ano anterior, marcando a quarta melhora consecutiva nessa base comparativa, após queda de 11,4% no primeiro trimestre de 2025.

O ARPU do pré-pago avançou 10%, impulsionado pela maior frequência de recargas. Já as vendas de aparelhos dispararam 26,6%, registrando o maior crescimento anual desde o segundo trimestre de 2021.

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Receita líquida em linha

O Safra informou ainda que a receita líquida da Vivo no primeiro trimestre ficou em linha com a estimativa do banco, totalizando R$ 15,46 bilhões (+0,7% acima da projeção do banco e +7,4% na comparação anual).

“No entanto, o Ebitda ficou 5% abaixo do esperado, alcançando R$ 6,21 bilhões (ante nossa projeção de R$ 6,54 bilhões), ainda assim com alta de 8,9% em relação ao mesmo período do ano anterior”, informou trecho do relatório sobre o resultado da Vivo.

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A margem Ebitda ficou em 40,2% (+0,5 ponto percentual ano contra ano), pressionada por despesas operacionais recorrentes acima do esperado, principalmente devido ao aumento do custo dos produtos vendidos (COGS), impulsionado pelo crescimento de 12,3% nas vendas de aparelhos, além de um salto de 13% nas provisões para inadimplência relacionadas a um cliente corporativo específico do segmento B2B.

O documento também mostrou que o Ebitda após arrendamentos avançou 9,7% na comparação anual, para R$ 4,8 bilhões, com margem de 31,1% (+0,6 ponto percentual), confirmando que a alavancagem operacional permanece sólida, apesar da consolidação da FiBrasil.

A Ativa Investimentos avaliou que a companhia reportou um resultado dentro dos esperado. Nas receitas, o pós-pago manteve avanço consistente no segmento móvel, enquanto o segmento fibra e dados corporativos sustentaram o crescimento das receitas fixas.

“Como resultado, o lucro líquido superou nossas expectativas, reforçando a leitura de um trimestre consistente”, relatou a Ativa.