A crescente complexidade do sistema elétrico brasileiro pode abrir uma nova frente de oportunidades para a Engie (EGIE3), especialmente em baterias, transmissão e outras soluções capazes de dar mais flexibilidade à rede. Essa foi uma das principais mensagens destacadas pelo BTG Pactual (BPAC11) após o Investor Day da companhia.
Segundo o banco, a avaliação da Engie é que a expansão de novas tecnologias e o aumento da participação de fontes renováveis intermitentes devem elevar a necessidade de ativos capazes de ajudar o sistema a se autorregular. Nesse ambiente, a companhia pretende direcionar cada vez mais sua atuação para soluções como armazenamento de energia, linhas de transmissão, compensadores síncronos e usinas hidrelétricas reversíveis.
Na abertura do evento, o CEO da Engie Brasil, Eduardo Sattamini, destacou entre os principais avanços de 2026 a entrada em operação comercial da usina solar Assu Sol, a conquista de lotes de transmissão no leilão realizado em março, a expansão hidrelétrica assegurada no leilão de reserva e o acordo firmado para tratar dos cortes de geração ocorridos no passado.
Para o BTG, a leitura da companhia é particularmente relevante diante da transformação do setor elétrico. Com maior participação de fontes renováveis e distribuídas, os desafios deixam de estar concentrados apenas na expansão da oferta e passam a envolver também a capacidade de transportar, armazenar e administrar a energia disponível em diferentes momentos do dia.
Curtailment deixa de ser problema pontual
Um dos principais desafios discutidos no evento foi justamente o aumento do curtailment, termo utilizado para os cortes na geração de energia que ocorre quando a produção disponível não pode ser integralmente absorvida pelo sistema.
De acordo com os dados apresentados pela Engie, o problema se agravou em 2026. Entre janeiro e agosto, houve 51 dias
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