A EcoRodovias (ECOR3) encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 241,8 milhões, avanço de 16,9% na comparação anual. No acumulado do ano, o lucro somou R$ 852,9 milhões, o que representa uma queda de 13,1% em relação a 2024, refletindo impactos pontuais ao longo do exercício, apesar da melhora operacional consistente. Além disso, o endividamento aparece controlado, com um aumento de apenas 0,4x na alavancagem.

O desempenho operacional foi impulsionado por um forte crescimento no tráfego. O volume consolidado avançou 26,5% no quarto trimestre e 22,0% em 2025, enquanto o tráfego comparável registrou alta mais moderada, de 3,3% no trimestre e 3,9% no ano. O destaque ficou para os veículos pesados, que cresceram 3,8% no trimestre e 5,1% no acumulado anual, indicando resiliência da atividade econômica e do transporte de cargas.
A receita líquida ajustada acompanhou esse movimento, atingindo R$ 1,945 bilhão no 4T25, alta de 14,5% na base anual. Em 2025, o indicador somou R$ 7,406 bilhões, avanço de 15,0%. Já os custos caixa ajustados, excluindo Ecoporto, apresentaram queda de 1,8% no trimestre e de 0,8% no ano, desempenho abaixo da inflação medida pelo IPCA, o que reforça ganhos de eficiência operacional.
O EBITDA ajustado totalizou R$ 1,448 bilhão no trimestre, crescimento de 16,6%, com margem de 74,5%, expansão de 1,4 ponto percentual. No ano, o EBITDA alcançou R$ 5,571 bilhões, alta de 18,6%, com margem de 75,2%. Nas concessões rodoviárias, a rentabilidade foi ainda maior, com margem de 77,4% no trimestre.
Leia também:
Investimentos
No campo dos investimentos, a companhia manteve forte ritmo de execução de obras. O capex somou R$ 1,679 bilhão no quarto trimestre, alta de 16,5%, e R$ 5,089 bilhões em 2025, avanço de 15,9%, refletindo o foco na ampliação de capacidade e melhorias das rodovias concedidas.
A alavancagem consolidada encerrou dezembro em 3,8 vezes a relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, nível considerado administrável para o setor. A dívida líquida totalizou R$ 21,364 bilhões, enquanto o caixa disponível atingiu R$ 4,999 bilhões.
Por fim, a empresa informou que a proposta de distribuição de dividendos, no valor mínimo obrigatório de R$ 210,4 milhões, será submetida à aprovação dos acionistas em assembleia marcada para abril de 2026.






