Uma fusão entre a Tim Brasil (TIMS3) e a V.Tal, ex-divisão de internet de fibra óptica da Oi, colocaria a Telecom Italia em uma posição minoritária na nova empresa, avalia o Banco Safra em um relatório enviado a clientes.
A possibilidade de combinação dos negócios foi levada ao público após uma notícia publicada pelo O Globo.
“Mesmo com a V.tal amargando uma perda contábil de R$ 12 bilhões, o BTG continua animadíssimo com sua empresa de fibra e telecom”, explica a matéria assinada por Lauro Jardim. O BTG controla a V.tal.
De acordo com os cálculos do Banco Safra, um múltiplo EV/EBITDA implícito para a entidade combinada seria de aproximadamente 6,9 vezes (contra 5 vezes para a TIM isoladamente).
“Isso implica que a transação seria diluidora para os múltiplos de avaliação e pareceria cara no curto prazo, exigindo sinergias substanciais para justificar o preço (principalmente por meio de eficiências em despesas operacionais, redução de despesas de capital e vendas cruzadas comerciais)”, apontam os analistas Silvio Dória e Carolina Carneiro.
De acordo com eles, operacionalmente, a empresa recém-fundida adicionaria instantaneamente 22,4 milhões de residências atendidas à base da TIM, atingindo uma cobertura combinada de aproximadamente 32 milhões de residências.
Os números incluem a I-Systems para efetivamente igualar o alcance da Vivo. Com isso, aproximadamente 4 milhões de clientes de fibra seriam incorporados à base da TIM (uma participação de mercado implícita de aproximadamente 7% contra os atuais 2% da TIM), fortalecendo o posicionamento da TIM no mercado de banda larga fixa.
Dividendos em queda?
O Safra considera a possiblidade de fusão baixa, pois não acredita que faria sentido para a Telecom Italia reduzir sua participação para uma posição minoritária ou aumentar a alavancagem (em caso de aquisição) para fortalecer seu posicionamento no segmento de banda larga.
“Em um cenário de fusão envolvendo troca de ações, dada a pequena diferença de avaliação entre a V.Tal (estimada em R$ 40 bilhões a R$ 50 bilhões) e a TIM (valor de mercado de aproximadamente R$ 52 bilhões), a participação da Telecom Italia seria diluída para uma posição minoritária, resultando na perda do controle absoluto. Alternativamente, uma aquisição direta exigiria uma emissão maciça de dívida, comprometendo o balanço patrimonial da empresa e seu status como uma das principais pagadoras de dividendos”, apontam Dória e Carneiro.
Quer um guia completo sobre como investir em 2026? Clique aqui para receber as melhores alternativas neste relatório gratuito e exclusivo da EQI+.






