Home
Notícias
Ações
Dividendos em julho: BTG lança duas novidades

Dividendos em julho: BTG lança duas novidades

Banco renova carteira de dividendos em julho com entrada de Ambev e Tim e saída de Motiva e Equatorial

O BTG Pactual renovou sua carteira de dividendos para julho com duas trocas: saem Motiva (MOTV3) e Equatorial (EQTL3), e entram Ambev (ABEV3) e Tim (TIMS3).

As mudanças buscam mais defensividade num cenário de juros elevados e volatilidade eleitoral, sem abrir mão de geração de caixa.

Ambev

“Pela primeira vez em mais de uma década, os fatores micro da empresa estão favoráveis”, afirmaram os analistas Bruno Henriques e Marcel Zambello, do BTG Pactual.

O argumento não é cíclico: com a Heineken aparentemente chegando aos limites de sua estratégia premium de marca única, a Ambev retomou o poder de precificação em 2025 e no início de 2026.

Publicidade
Publicidade

A empresa parece estar recuperando sua capacidade de repassar preços, baseada em um portfólio que a concorrência não consegue igualar“, disseram Henriques e Zambello. O BTG acredita que isso deve impulsionar expansão do ROIC nos próximos anos.

No curto prazo, três fatores jogam a favor: o repasse de preços do primeiro trimestre, a demanda sazonal da Copa do Mundo e a política de hedge da companhia, que vira vantagem num cenário de inflação de custos.

O papel negocia abaixo de 16 vezes o lucro estimado para 2026, com desconto de 12% a 13% frente à ABI, e oferece dividend yield de 7,5%, com potencial de crescimento conforme a empresa segue recomprando ações sobre payout de 100%.

Tim
(Imagem: Leonardo AI)

Tim entra com caixa crescendo 17% ao ano

“Os resultados do primeiro trimestre reforçaram a principal mensagem do guidance para 2026: geração de fluxo de caixa e remuneração ao acionista seguem como o principal suporte da tese”, apontaram Henriques e Zambello.

O fluxo de caixa operacional cresceu 17% na comparação anual e veio 3% acima das estimativas do banco no trimestre.

A projeção de R$ 5,3 bilhões a R$ 5,5 bilhões em remuneração aos acionistas para 2026 ancora a entrada do papel.

“O crescimento da geração de fluxo de caixa operacional, combinado com um fluxo crescente de dividendos, deve continuar sustentando a tese da companhia”, concluíram Bruno Henriques e Marcel Zambello.

Veja a carteira

Leia também: