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Dasa: turnaround pode trazer 65% de upside

Dasa: turnaround pode trazer 65% de upside

Receita por unidade sobe 17% no primeiro trimestre com otimização de postos de serviços clínicos concluída; 2025 foi o ponto de inflexão e 2026 deve consolidar normalização

O Bank of America reduziu o preço-alvo da Dasa (DASA3) de R$ 6 para R$ 5, mas manteve a recomendação de compra. Com a ação negociando a R$ 3,02, o upside projetado é de 65,6%. A análise é assinada pelos analistas Flavio Yoshida e Mirela Oliveira.

O banco revisou as estimativas de lucro por ação para 2027 de R$ 0,54 para R$ 0,45, refletindo resultados financeiros mais fracos. Ainda assim, mantém visão positiva para a tese de recuperação da companhia.

Ponto de inflexão em 2025 abre caminho para 2026

Após a reestruturação de 2025, a Dasa está mais focada em medicina diagnóstica e apresenta forte momentum operacional.

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“Os resultados recentes forneceram evidências crescentes de que o turnaround está ganhando tração — 2025 marcou o ponto de inflexão, e 2026 deve trazer mais entregas operacionais, sustentando uma normalização gradual da rentabilidade”, afirmam Yoshida e Oliveira.

O papel negocia a 3,3 vezes o EV/Ebitda de 2027, abaixo do múltiplo de 4,2 vezes da Fleury — desconto visto como atrativo pelo banco diante da melhora do perfil operacional.

Otimização de PSCs eleva receita por unidade em 17%

A maior parte da otimização dos postos de serviços clínicos — com fechamento de unidades com desempenho abaixo do esperado ou sobrepostas — já foi concluída.

“A receita por unidade aumentou 17% na comparação anual no 1T26, acima do crescimento total de 15%, evidenciando os ganhos de alavancagem operacional e a execução superior da gestão”, destacam os analistas.

A Rede Américas também apresenta melhora, com margem Ebitda em trajetória ascendente, sustentada pelo crescimento de receita e maior exposição à Amil.

Desalavancagem é prioridade; desinvestimentos podem acelerar o processo

A alavancagem permanece em 3,0 vezes a dívida líquida/EBITDA, em contexto de juros elevados. Houve queima sazonal de caixa no primeiro trimestre de 2026, após dois trimestres de geração positiva no segundo semestre de 2025.

“Esperamos que o fluxo de caixa melhore em 2026, concentrado no segundo semestre, apoiado por melhora nos recebíveis, capex estável e iniciativas tributárias — e potenciais desinvestimentos de ativos não essenciais poderiam acelerar ainda mais a desalavancagem”, concluem Yoshida e Oliveira.

As clínicas HBA e AMO são os ativos candidatos à venda, com a AMO sendo especialmente atrativa para potenciais compradores dado o cenário do setor.

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