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JBS (JBSS3): de açougue a empresa listada em NY; conheça a história

JBS (JBSS3): de açougue a empresa listada em NY; conheça a história

Uma das principais empresas de carnes do Brasil entrou no noticiário nesta semana ao anunciar um ambicioso plano de listagem dupla de ações: tanto na B3 ($B3SA3) quanto na bolsa de Nova York, nos Estados Unidos. Mas até chegar ao mercado de ações norte-americano, um longo caminho foi traçado e afinal, como a JBS (JBSS3) vai de açougue a empresa listada em NY?

A empresa que hoje tem como principal controladora a J&F, que pertence aos irmãos Joesley e Wesley Batista, foi fundada há cerca de 70 anos. Mas foi nos últimos dez anos que diversas fusões e aquisições alavancaram a companhia e a tornaram uma das maiores do país.

A companhia teve início em 1953, quando o empresário José Batista Sobrinho – de onde vem a sigla JBS – criou uma pequena fábrica de abate de gado, com processamento de cinco cabeças por dia. A unidade ficava em Anápolis (GO).

Nos primeiros anos, a companhia teve pouca movimentação e somente em 1968 fez sua primeira aquisição: a compra de uma unidade de abate em Planaltina (DF). Nos anos 1970, mais uma planta foi adquirida e a capacidade de processamento passou para 500 cabeças por dia.

A partir daí, o crescimento não parou mais e entre 1970 e 2001, a companhia cresceu a tal ponto de conseguir atingir, no começo do século, uma capacidade de 5,8 mil cabeças. Entrando no século XXI, a companhia já começa a tomar a forma que o investidor hoje conhece: a capacidade passou para 19,9 mil cabeças por dia, em 21 plantas de processamento e a JBS adquire a marca Swift-Armour, uma das maiores exportadoras de carne da Argentina, onde já atua com força.

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JBS (JBSS3): a partir de 2007, vem a maior a expansão

O ano de 2007, foi um grande marco da companhia, pois foi quando ela fez sua abertura de capital na bolsa de valores, o IPO, e passou a operar no mercado dos Estados Unidos. Isto ocorre com a aquisição da Swift Company.

Nos anos seguintes, a empresa faz outras aquisições, tanto no Brasil como em outros países como Austrália, países da Europa, México, consolidando sua posição de empresa global.

Em 2012 e 2013, também são anos simbólicos no país, pois a empresa fundada nos anos 50 realiza o IPO da Vigor Alimentos, ex-subsidiária da JBS e depois faz aquisição de uma das principais marcas de comidas do país, a Seara.

Passados dez anos a companhia anuncia sua tão esperada listagem na bolsa de Nova York. O que acaba por atender aos interesses da companhia, pois hoje mais da metade de sua receita é proveniente do mercado norte-americano – cerca de 53% do total – enquanto a receita do Brasil é de 24%.

Como funcionará a dupla listagem e como ficará depois

Com essa listagem a companhia espera destravar valor para todos os stakeholders da empresa e ampliar sua capacidade de investimento para fortalecer as condições de crescimento e competição com outros concorrentes globais.

Ou seja: permitirá à companhia ter mais acesso a capital, principalmente no país onde tem a maior parte de sua receita. Com a dupla listagem, as ações da JBS serão negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), nos Estados Unidos, e na B3. Brazilian Depositary Recipts (BDRs) Nível II serão negociados na B3, lastreados nas ações Classe A que serão listadas na bolsa de Nova York. Os acionistas minoritários poderão cancelar os BDRs a qualquer tempo para deter diretamente ações classe A.

Essa listagem se dará por meio da JBS N.V., uma sociedade com base na Holanda. Veja o que virá a seguir:

  • Os controladores farão a transferências de suas ações da JBS S.A. para a LuxCo e, posteriormente, para a JBS N.V. e para a JBS Participações.
  • Já os acionistas do free float transferem suas ações da JBS S.A. para JBS Participações, no Brasil, via incorporação de ações. Depois, os acionistas controladores minoritários (por meio de BDRs lastreados em ações Classe A) passam a deter ações da JBS N.V.
  • Os acionistas que preferirem poderão substituir os BDRs a qualquer tempo para deter diretamente ações Classe A negociadas na NYSE;
  • Por fim, todos os acionistas considerados elegíveis poderão optar por converter suas ações Classe A em Classe B por um prazo determinado, respeitado limite inicial de 55% do total de ações detidas no momento da implementação da dupla listagem.

Consumada a operação, a JBS N.V passará a ser listada em Nova York em ações Classe A – listada em bolsa. Quanto às ações Classe B, estas não serão vendidas em bolsa. A diferença entre uma e outra é que a Classe B dará poder de voto maior nas decisões da companhia.

Quanto às operações da companhia, nada mudará: a gestão corporativa, os ativos operacionais, o número de colaboradores, os fluxos financeiros, e as cadeias logísticas, de acordo com a empresa, permanecem exatamente da mesma forma como estão hoje.

Com faturamento anual de R$ 375 bilhões, a JBS opera uma plataforma considerada diversificada de proteínas e de geografias, com operações industriais e escritórios comerciais em 24 países, mais de 330 mil clientes e exportação de produtos para mais de 190 países. Nascida no Brasil há 70 anos, a JBS emprega hoje quase 60% de sua força de trabalho global no país. São 145 mil colaboradores diretos nas mais de 130 unidades produtivas da Companhia espalhadas por todas as regiões do território nacional.

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