A Eletrobras (ELET3) pode negociar antecipação de recursos para modicidade tarifária. A afirmação é do CEO Wilson Ferreira Júnior.
De acordo com o executivo, não há acordo com a União para que isso seja feito em troca de uma desistência do governo da ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que questiona dispositivos da privatização.
Segundo ele, os recursos que a Eletrobras acordou repassar ao governo anteriormente, para fins de modicidade tarifária, foram acertados no âmbito do processo de desestatização.
Nesta quarta-feira (12) a Eletrobras promoveu um evento em São Paulo, com a presença de investidores, acionistas e imprensa.
Eletrobras (ELET3): comercializadora
Durante o evento, o CEO comentou que a autorização da empresa para atuar como comercializadora, veiculada essa semana pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), vai permitir a construção de mais uma base de clientes. A decisão foi publicada pela autarquia no Diário Oficial da União.
Para o executivo, o novo empreendimento deve entregar valor à Eletrobras”.
Ele também detalhou que no mercado livre de energia a companhia alcançou 132 consumidores livres até junho. “No ano passado, na privatização, tínhamos 31”, comparou.
Outro ponto citado pelo presidente tem a ver com os programas de demissão voluntária. O lançamento do segundo plano em junho desse ano tem previsão de adesão de 1,5 mil funcionários.
Vendas de coligadas
Ele reforçou, aos acionistas, que a Eletrobras mantém seus planos de desinvestimentos. “As vendas de sete coligadas devem gerar arrecadação de R$ 1,5 bilhão”, disse.
Também comentou que a companhia estuda mais 11 fusões e aquisições até 2024, que podem conduzir cerca de R$ 35 bilhões em investimentos.
Bolsa
A ação ELET3 encerrou o dia 12 de julho de 2023 cotada em R$ 38,23.

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