A carteira de dividendos do Banco do Brasil passou por uma das maiores reformulações dos últimos trimestres. Na atualização válida até o fim de agosto de 2026, o portfólio recebeu sete novas ações, movimento considerado atípico pela própria instituição e realizado após a divulgação dos resultados corporativos do primeiro trimestre deste ano.
Deixaram a carteira os papéis de Cemig (CMIG4), Copel (CPLE3), Klabin (KLBN11), Marcopolo (POMO4), Porto Seguro (PSSA3), Unipar (UNIP6) e Vulcabras (VULC3). Em seus lugares, entraram Allos (ALOS3), Ambev (ABEV3), Bradesco (BBDC4), Caixa Seguridade (CXSE3), Itaúsa (ITSA4), Taesa (TAEE11) e TIM (TIMS3).
Os novos ativos passam a compor a carteira de dividendos ao lado de Bradespar (BRAP4), Direcional (DIRR3) e Petrobras (PETR4), formando o grupo de dez ações recomendado pelo banco para o ciclo iniciado em junho e que seguirá até o final de agosto.
Segundo o Banco do Brasil, a revisão buscou incorporar os principais insights da temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026, priorizando empresas com maior potencial de retorno e capacidade consistente de distribuição de dividendos.
Apesar da forte rotação ocorrida no início de junho, o banco informou que não realizou novas alterações na carteira em julho, uma vez que a estratégia prevê revisões trimestrais.
Desempenho ficou abaixo do IDIV em junho
Em junho, a carteira de dividendos do Banco do Brasil registrou valorização de 1,17%, desempenho inferior ao Índice de Dividendos da B3 (IDIV), que avançou 1,79% no mesmo período.
No acumulado de 2026, o portfólio também segue ligeiramente abaixo do índice de referência. Ainda assim, o banco destaca que a carteira mantém desempenho expressivo quando analisada em horizontes de investimento mais longos, reforçando sua proposta de geração consistente de retorno por meio da combinação entre valorização das ações e distribuição de proventos.
Como funciona a seleção
O Banco do Brasil explica que a carteira de dividendos é composta, a cada trimestre, pelas dez ações que apresentam maior potencial de valorização entre empresas reconhecidas pela distribuição recorrente de dividendos.
A metodologia utilizada é multifatorial e leva em consideração quatro pilares principais: o histórico de regularidade no pagamento de dividendos, as expectativas para futuras distribuições, o nível de desconto ou prêmio em relação aos múltiplos históricos de cada empresa — como Preço/Lucro, Preço/Valor Patrimonial, EV/Ebitda e retorno sobre patrimônio (ROE) — e fatores de análise técnica voltados à captura de oportunidades de curto prazo.
O desempenho da carteira é comparado ao Índice de Dividendos da B3 (IDIV), benchmark utilizado pelo banco para avaliar a eficiência da estratégia de seleção dos ativos.






