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BTG vê resultado fraco da JSL no 2°TRI e aponta desalavancagem como principal catalisador

BTG vê resultado fraco da JSL no 2°TRI e aponta desalavancagem como principal catalisador

A receita líquida da companhia alcançou R$ 2,5 bilhões no 2T26, alta de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior e 3%

O BTG Pactual (BPAC11) classificou como fracos os resultados da JSL (JSLG3) no segundo trimestre de 2026, embora tenha destacado que os números ficaram ligeiramente acima das estimativas do banco. Para os analistas, a evolução trimestral apresentou sinais de melhora, mas o desempenho na comparação anual continua pouco expressivo, com as despesas financeiras ainda pesando sobre o resultado.

A receita líquida da companhia alcançou R$ 2,5 bilhões no 2T26, alta de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior e 3% acima da projeção do BTG. O Ebitda foi de R$ 486 milhões, estável na comparação anual e 5% acima da estimativa do banco.

Segundo o BTG, a principal atenção dos investidores deve permanecer sobre a trajetória de desalavancagem da companhia. A JSL encerrou o trimestre com dívida líquida equivalente a 2,7 vezes o Ebitda, ante 2,8 vezes no primeiro trimestre.

Lucro líquido recua para R$ 12 milhões

A JSL registrou lucro líquido de R$ 12 milhões no segundo trimestre, contra R$ 21 milhões no 2T25. O resultado ficou próximo da estimativa de R$ 11 milhões do BTG.

O lucro foi afetado por uma baixa contábil de R$ 7 milhões relacionada à redução do valor justo alocado ao custo de venda de ativos, além da amortização de ágio. Excluindo esses efeitos, o lucro líquido ajustado foi de R$ 30 milhões, ante R$ 36 milhões um ano antes.

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O Ebitda ajustado, por sua vez, chegou a R$ 494 milhões, estável na comparação anual e 7% acima da previsão do BTG.

Leia também:

JSL Digital cresce 60%, mas mix pressiona Ebitda

A JSL Digital foi o destaque em crescimento de receita, com faturamento de R$ 184 milhões no trimestre, alta de 60% em relação ao 2T25 e de 21% ante o primeiro trimestre.

O Ebitda, entretanto, caiu 16% em um ano e 4% na comparação trimestral, para R$ 15 milhões. O BTG atribuiu a pressão a um mix menos favorável após a transferência das operações restantes de transporte de grãos de Serviços Dedicados para a JSL Digital.

De acordo com a administração, excluindo esse efeito, a margem da divisão teria alcançado 11%.

Novos contratos somam R$ 2 bilhões

A JSL informou a contratação de R$ 2 bilhões em novos contratos durante o segundo trimestre, com prazo médio de 60 meses. Para o BTG, a geração de novos negócios pode contribuir para sustentar o crescimento da companhia à medida que os contratos avancem para a fase de operação.

No balanço, o capex líquido foi de R$ 22 milhões negativos, uma melhora em relação aos R$ 75 milhões negativos do primeiro trimestre. O ROIC dos últimos 12 meses permaneceu em 15%.

Desalavancagem é foco para próximos trimestres

Apesar do resultado considerado fraco, o BTG destacou a avaliação da JSL como pouco exigente, em cerca de 3 vezes o EV/Ebitda projetado para 2026.

O banco aponta três fatores que podem melhorar a perspectiva para os resultados da empresa: a continuidade da desalavancagem, a redução dos potenciais efeitos do conflito no Oriente Médio sobre custos de combustível e cadeias de suprimentos e a execução bem-sucedida do novo modelo comercial e da estratégia da companhia.

Para o BTG, portanto, a evolução da dívida é um dos principais pontos a serem monitorados pelos investidores. A combinação entre redução da alavancagem, novos contratos e recuperação das margens pode abrir espaço para uma visão mais construtiva sobre a JSL, apesar da pressão ainda observada sobre o lucro e as despesas financeiras.