O banco BTG Pactual (BPAC11) mantém recomendação de compra para Minerva (BEEF3) após reunião com a diretoria da empresa frigorífica. Isso porque o banco de investimentos considera uma mudança na tese de investimento, mas ainda com potencial de valorização. O preço-alvo é de R$ 12.
De acordo com o relatório do banco, foi organizada uma reunião com o CEO da Minerva, Fernando de Queiroz, o CFO Edison Ticle e o COO Luis Ricardo Luz. O foco foi aprender um pouco mais e entender melhor a transação anunciada recentemente para aquisição dos ativos de carne bovina da Marfrig (MRFG3) na América Latina.
De acordo com o documento, o acordo representa um marco significativo para a Minerva, elevando sua escala tanto regional quanto global, dando-lhe uma participação estimada de aproximadamente 12-15% no comércio global de carne bovina.
“Para uma empresa que tem procurado consistentemente construir a sua posição como um produtor de carne bovina relevante e geograficamente diversificado em algumas das regiões pecuárias mais competitivas do mundo, este acordo tem um claro valor estratégico”, aponta o relatório.

BTG (BPAC11): Minerva (BEEF3) tem grande capacidade de administrar riscos associados
O documento reporta ainda que a administração vê a Minerva como possuidora de uma capacidade incomparável de administrar os riscos associados aos preços do gado, aos preços da carne bovina e às flutuações cambiais.
“A aquisição colocará, sem dúvida, esta capacidade à prova, mas este deverá ser precisamente o seu fator de valor mais significativo. Dado o histórico da Minerva em fusões e aquisições anteriores, a administração parecia confiante de que conseguiria cumprir”, diz outro trecho do relatório.
A administração reiterou o seu compromisso de reduzir a alavancagem para o limite de 2,5x, o que desencadearia mais uma vez um pagamento de dividendos mais elevado. Segundo o BTG, dependendo de como a integração progride, há uma sensação de que este objetivo poderá não demorar muito a ser alcançado. “Vemos o processo de desalavancagem como fundamental para o futuro da tese”, completou o relatório.
Novas fusões fora de questão
Além disso, o banco de investimentos cita que nos próximos anos, outras fusões e aquisições estarão fora de questão e acredita que a tese de investimento mudou substancialmente, mas ainda oferece potencial de valorização (juntamente com um valuation implícito mais razoável) se a Minerva integrar com sucesso as novas plantas.
“Se a Minerva fizer isso, poderemos estar falando de um mercado de carne bovina inteiramente novo na América Latina, com a Minerva ostentando uma posição no mercado de carne bovina apenas comparável a outros famosos grupos globais de comercialização de soft commodities”, aponta outro trecho do relatório.
O BTG acredita também que o ciclo jogará a favor da empresa, impulsionado por fatores como ampla oferta de animais no Brasil; produção significativamente menor de carne bovina nos Estados Unidos; e o apoio à procura e às importações chinesas. Esses elementos também podem ajudar a tornar o preço um pouco mais barato do que parecia inicialmente. Tudo isso conta para recomendação de compra para Minerva (BEEF3).






