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Natura tem lucro líquido de R$ 35 milhões no 2ºTRI, queda de 92%

Natura tem lucro líquido de R$ 35 milhões no 2ºTRI, queda de 92%

A deterioração do resultado foi explicada principalmente pela piora de R$ 320 milhões no resultado financeiro líquido, segundo o balanço

A Natura (NATU3) registrou lucro líquido de R$ 35 milhões no segundo trimestre do ano, uma queda de R$ 410 milhões em relação aos R$ 446 milhões registrados pelas operações continuadas no mesmo período do ano anterior. A deterioração do resultado foi explicada principalmente pela piora de R$ 320 milhões no resultado financeiro líquido, além de despesas rescisórias e maiores gastos tributários.

Segundo a companhia, o resultado financeiro foi pressionado pelos custos relacionados à liquidação de derivativos e por uma base de comparação favorável no 2T25, quando efeitos cambiais contábeis sobre um empréstimo intercompany contribuíram positivamente para o resultado.

Os R$ 90 milhões restantes da queda no lucro líquido refletem, principalmente, R$ 23 milhões em despesas rescisórias relacionadas à implementação do novo modelo operacional, além do aumento das despesas tributárias diante da melhora dos resultados nos mercados hispânicos.

A receita líquida da Natura somou R$ 5,17 bilhões no segundo trimestre, queda de 9,1% na comparação anual. Em moeda constante, a retração foi de 7,1%.

O desempenho foi prejudicado pelo ambiente de consumo mais fraco e por desafios operacionais internos e ajustes que afetaram as vendas das marcas Natura e Avon no Brasil. A queda no mercado brasileiro mais do que compensou o crescimento registrado nos mercados hispânicos.

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Receita no Brasil cai 14,8%

No Brasil, a receita caiu 14,8% em moeda constante na comparação anual. A principal razão foi a indisponibilidade de produtos, agravada pelo ambiente macroeconômico desfavorável, que reduziu os volumes no canal de vendas por relações e pressionou as duas principais marcas.

As vendas da Natura recuaram 14,5%, enquanto as da Avon tiveram queda de 22,5%.

A companhia também informou que as vendas foram afetadas em cerca de 2 pontos percentuais por um descasamento tributário temporário registrado no trimestre, decorrente de mudanças no regime de substituição tributária do ICMS no Estado de São Paulo.

Os canais digital e de varejo, que vinham apresentando crescimento anual, também foram impactados durante o trimestre pela implementação de uma nova política harmonizada de preços e regras comerciais entre os diferentes canais. O efeito foi mais acentuado no canal digital.

Além disso, a Natura concluiu a migração dos contratos de franquia para o novo modelo operacional, processo que também afetou o desempenho das vendas no período.

Dívida líquida recua para R$ 3,9 bilhões

A dívida líquida da Natura encerrou o segundo trimestre em R$ 3,9 bilhões, redução de R$ 179 milhões em relação ao primeiro trimestre.

A queda foi sustentada pela geração de R$ 342 milhões em fluxo de caixa livre para a firma e pela entrada de R$ 160 milhões provenientes do FIDC. Esses efeitos foram parcialmente compensados pelo pagamento de juros sobre a dívida e pela liquidação de derivativos.

O índice de alavancagem financeira encerrou o período em 2,06 vezes, ligeiramente abaixo do registrado no primeiro trimestre de 2026.

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