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BOVA11 x Ambev: por que o long & short da EQI Research ficou mais atrativo
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BOVA11 x Ambev: por que o long & short da EQI Research ficou mais atrativo

Diferença de valuation aumenta de 4,5 para 5,9 vezes, com melhora dos lucros projetados para o Ibovespa e estabilidade nas estimativas de ABEV3

A relação de preços entre BOVA11 e Ambev (ABEV3) retornou para perto do nível observado em fevereiro, quando a EQI Research iniciou um long & short entre os dois ativos. Os fundamentos, entretanto, seguiram caminhos diferentes, tornando o trade mais atrativo na avaliação da casa.

A operação combina a compra de BOVA11, ETF que acompanha o Ibovespa, com a venda de ABEV3. Dessa forma, a estratégia tende a ganhar se o BOVA11 superar as ações da Ambev, mesmo que os dois ativos subam ou caiam no período.

O principal argumento para manter a posição está no valuation. A diferença entre os múltiplos de preço sobre lucro projetado para os próximos 12 meses aumentou de aproximadamente 4,5 para 5,9 vezes desde a abertura do trade.

Enquanto o múltiplo da Ambev se expandiu, o do Ibovespa recuou. Ao mesmo tempo, as projeções de lucro das empresas que integram o índice melhoraram, sem que o avanço de ABEV3 fosse acompanhado por uma revisão equivalente nas estimativas para a fabricante de bebidas.

“O aumento do preço de Ambev após o resultado do primeiro trimestre não acarretou melhoria das projeções de lucro da companhia, enquanto o Ibovespa teve uma melhoria significativa em suas projeções”, afirma Nícolas Merola, analista da EQI Research.

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O que sustenta o long & short entre BOVA11 e ABEV3?

A Ambev chegou a avançar mais de 15% em um único pregão após divulgar o balanço do primeiro trimestre. A reação refletiu a melhora dos volumes e o ganho de participação de mercado, especialmente diante da concorrência com a Heineken.

A EQI Research, porém, considerou que os números ainda não eram suficientes para caracterizar uma mudança estrutural. No trimestre seguinte, os volumes voltaram a decepcionar, e ABEV3 retomou o desempenho inferior ao do índice.

Além disso, a tese considera as mudanças nos hábitos de consumo e o prêmio de valuation da companhia em relação ao Ibovespa. Na outra ponta, o BOVA11 se beneficia da revisão positiva das projeções de lucro das empresas brasileiras e do maior otimismo com o cenário eleitoral.

A forte correlação entre os ativos também influencia a condução da estratégia. Segundo Merola, os períodos de maior diferença de desempenho tendem a aparecer principalmente nas temporadas de resultados, quando novas informações podem alterar as expectativas para o índice e para a Ambev.

O trade completa oito meses e já é o mais antigo entre as operações em andamento na série Ideias de Trade. Ainda assim, por se tratar de uma estratégia relativa, o tempo possui um peso menor do que em uma compra direcional. O principal custo adicional é o aluguel de ABEV3, cuja taxa estava próxima de 0,2% ao ano na data do relatório.

“Sigo convicto de que os fundamentos apresentados na tese inicial da operação, assim como os expostos aqui, se mantêm vigentes e de que, por isso, a manutenção da operação se justifica”, afirma Merola.

A análise completa mostra a evolução do desempenho de BOVA11 e ABEV3, a abertura da diferença entre os múltiplos e os fatores que poderão determinar os próximos passos da operação.

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