O fundador da Microsoft (MSFT; MSFT34) quer que a amizade entre chineses e americanos continue. A frase foi dita pelo próprio Bill Gates na China. Ele concedeu entrevista à mídia estatal local nesta sexta-feira (16).
Boa parte das empresas norte-americanas tem um pezinho no país asiático. Mão de obra barata e menos custos com impostos é o principal atrativo, aliado a um mercado de tecnologia bastante efervescente.
Antes de Gates viajar, a Fundação Bill & Melinda Gates – da qual Gates é co-presidente – anunciou uma doação de US$ 50 milhões nos próximos cinco anos para o Global Health Drug Discovery Institute estabelecido por sua fundação. O governo municipal de Pequim cobrirá o investimento de US$ 50 milhões.
Na prática, o GHDDI se concentra principalmente no desenvolvimento de novos medicamentos para doenças infecciosas, como tuberculose e malária, que afetam significativamente os mais pobres do mundo.
Bill Gates na China: descoberta de medicamentos
Na quinta-feira (15) Gates se encontrou com o prefeito de Pequim, Chen Jining, para discutir uma parceria de descoberta de medicamentos com a China.
A fundação que leva o nome dele já investiu mais de US$ 120 milhões de dólares nos últimos anos em pesquisa de fármacos.
Vale lembrar, ainda, que a última visita de Gates à China foi quatro anos atrás.
Fortalecer a cooperação
O presidente chinês Xi Jinping disse que seu país está disposto a continuar a fortalecer a cooperação com a Fundação em campos relevantes e fornecer apoio e assistência dentro de sua capacidade a outros países em desenvolvimento.
Ele e Gates estiveram juntos no dia 16 e, em entrevista, o norte-americano disse que há uma necessidade urgente de abordar o ressurgimento de doenças infecciosas, o agravamento do impacto das mudanças climáticas e a crise da fome.
O megainvestidor ressaltou que o país asiático obteve ganhos significativos reduzindo a pobreza e melhorando os resultados de saúde na China. “A China pode desempenhar um papel ainda maior ao enfrentar os desafios atuais, particularmente aqueles enfrentados pelos países africanos”, destacou.
Empenho pela saúde
De acordo com Gates, na década de 1950 a China tinha pelo menos 30 milhões de casos de malária e mais de 300 mil mortes por malária a cada ano. “Mas então os casos e as mortes começaram a cair constantemente, em parte por causa das descobertas dos cientistas chineses”, frisou.
EUA sinaliza
Levantamento da CNBC informa que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, deve chegar a Pequim no fim de semana para se encontrar com altos funcionários chineses para discutir a importância de manter uma comunicação aberta entre os dois países.
Esta será a primeira viagem de Blinken à China sob o governo Biden.
Segundo o grupo de mídia, Pequim parece estar tentando se apresentar como um ambiente de negócios amigável para empresas estrangeiras, mesmo com as tensões com o governo dos Estados Unidos.
Bolsa
Por Volta das 14h50 a ação MSFT34 recuava 0,23%, cotada em R$ 69,58.

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