Café
Home
Notícias
Ações
Balanço da Boa Safra revela queda drástica da rentabilidade

Balanço da Boa Safra revela queda drástica da rentabilidade

Relatório do BB Investimentos informa que as ações SOJA3 acumulam queda de 15% em 2026 até esta segunda-feira (24)

O balanço do quarto trimestre do ano passado da Boa Safra (SOJA3), revelou uma queda expressiva da rentabilidade e consumo de caixa em um contexto de menor alavancagem operacional combinada com despesas financeiras maiores.

Relatório do BB Investimentos informa que as ações SOJA3 acumulam queda de 15% em 2026 até esta segunda-feira (24). Para a casa de análise, esse desempenho reflete a expectativa dos investidores em relação à piora da performance econômico-financeira da companhia, e que efetivamente se concretizou, com forte perda de rentabilidade em um ano marcado por desafios setoriais que a companhia não conseguiu contornar.

Para 2026, a companhia pontuou ter realizado a revisão do portfólio de ofertas de TSI e promovido uma otimização estratégica de moda a buscar maior eficiência operacional.

Comportamento das açoes SOJA3 vs. Ibovespa. Fonte: BB Investimentos

Além disso, a companhia observou estar focada na ampliação da conversão dos hectares contratados em sementes comercializadas, com maior regularidade no beneficiamento e estabilidade operacional de maneira a reduzir o índice de perdas por não atingimento de qualidade.

“Ainda assim, acreditamos que muitos desafios observados ao longo de 2025 estarão presentes em 2026, notadamente no que se refere a um ambiente mais seletivo no agronegócio, desafiando a rentabilidade da companhia. Por essa razão, mantemos nossa recomendação em Neutra no momento”, afirmou o BB Investimentos.

Publicidade
Publicidade

Leia também:

Margem bruta impactada por aumento de custos

No acumulado do ano, foram vendidos 215 mil Big Bags, alta de 33% na comparação anual. Contudo, houve uma queda na participação de sementes com TSI no total de Big Bags vendidos em 5,2 p.p. a/a, refletindo as margens mais comprimidas dos produtores, que tem operado de forma mais seletiva.

A margem bruta, por sua vez, foi impactada pelo aumento dos custos operacionais e redução do preço médio, segundo o relatório.

“Além disso, houve um incremento na venda de descartes de grãos de sementes que não atendiam aos padrões da companhia (historicamente, o percentual de perdas fica em torno de 10% e, em 2025, esse percentual atingiu 15%). Com isso, a margem bruta caiu 2,9 p.p. a/a e veio em 10,3% ao final de 2025”, diz outro trecho do relatório.