A Apple (AAPL34) e a Amazon (AMZO34) são duas das principais companhias mundiais de tecnologia e serviços que estão reforçando suas operações na Índia.
Isso porque a pandemia de Covid-19 na China e os movimentos de contenção, como fechamento de empresas e lockdowns constantes, por lá, refletiram na produção e no resultado destas empresas no país de Xi Jinping.
As gigantes mundiais detinham operações na China por conta do custo da mão de obra, efeito que também pode ser encontrado na Índia. Isso não significa, porém, que as unidades fabris no país asiático fecharão.
Ainda assim, por motivo de proteção, Apple e Amazon já vinham analisando outras possibilidades, bem como outras companhias norte-americanas, que têm em seu radar Cingapura e Taiwan como destinos possíveis.
Em reação à Apple, por exemplo, o ministro do comércio, Piyush Goyal, disse ontem que a empresa da “maçã” pretende fabricar 25% de todos os seus iPhones na Índia.
Em conferência, ele citou a fabricante afirmando se tratar de “outra história de sucesso” ao falar sobre as credenciais de negócios da quinta maior economia do mundo.
“Eles [Apple] já estão com cerca de 5-7% de sua produção na Índia. Se não me engano, eles pretendem aumentar para 25% sua produção”, frisou.

Apple (AAPL34) e Amazon (AMZO34): Índia
De igual modo, a Amazon (AMZO34) anunciou ontem que está trazendo suas operações de carga aérea para a Índia, marcando um novo crescimento para o braço de logística da empresa, ao mesmo tempo em que busca cortar custos em outras divisões. A informação é da CNBC.
O varejista eletrônico está usando dois Boeing 737-800 da Quikjet Cargo Airlines para enviar pacotes entre Hyderabad, Bengaluru, Delhi e Mumbai. A Amazon Air permitirá que a empresa ofereça entregas mais rápidas aos clientes na Índia, disse Sarah Rhoads, vice-presidente da Amazon Global Air, em comunicado.
KTM comemora número
E não são apenas as companhias norte-americanas que têm colocado um pezinho na Índia. A sueca KTM, uma das principais fabricantes de motos de alta cilindrada, com boa participação na Europa – e que tem conquistado mercado no Brasil, anunciou um feito importante.
Acontece que sua divisão no país comemorou um milhão de motos produzidas.
Para o futuro, a companhia pretende desenvolver veículos elétricos, a exemplo de uma moto elétrica da gama premium, para concorrer com a Ducati e Triumph, sendo os modelos V21L MotoE e TE-1, respectivamente.
Brasil também quer
O Brasil é outro país que nunca tira a Índia do alcance de sua vista por conta das inúmeras possibilidades, caso venham a trabalhar juntos.
Tanto é assim que no dia 18 de janeiro de 2023 a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, recebeu o embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy, para tratar do fluxo turístico entre os dois, estreitando ainda mais os laços.
Na ocasião, ela declarou que “a Índia é um país que inspira o mundo com experiências multiculturais e arquitetura singular, além de reunir, assim como o Brasil, belezas naturais únicas”.
Vale destacar que dos 26,7 milhões de turistas que a Índia emitiu, apenas 16,9 mil tiveram como destino o Brasil em 2019, antes da pandemia de Covid-19. Neste mesmo ano, mais de 25 mil brasileiros desembarcaram em solo indiano.
Superpopulação
A Índia deve se tornar o país mais populoso do mundo em 2023 e caminha para ser uma super potência.
Esse movimento faz com que bancos de investimentos especializados no mercado asiático olhem para o país com alguma expectativa.
O que os investidores querem é sinais que mostrem para onde a economia indiana deverá apontar.
O país é governado por Draupadi Murmu, o 14º presidente, empossada em 25 de julho de 2022. Murmu sucedeu Ram Nath Kovind, que governou o país por 5 anos.
Veja como fica o Top 10 dos países mais populosos:
- China: 1.426.000.000
- Índia: 1.412.000.000
- Estados Unidos: 337.000.000
- Indonésia: 275.000.000
- Paquistão: 234.000.000
- Nigéria: 216.000.000
- Brasil: 215.000.000
- Bangladesh: 170.000.000
- Rússia: 145.000.000
- México: 127.000.000
O parecer que trata do avanço da população mundial no próximo ano é da Organização das Nações Unidas (ONU).
O documento elenca que a população total do planeta chegou a 8 bilhões de pessoas em novembro deste ano.
Também traz que a população mundial chegará a 8,5 bilhões em 2030 e 10,4 bilhões em 2100, à medida que o ritmo de mortalidade diminui.
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