Em queda de braço com o BTG (BPAC11), a Americanas (AMER3) decidiu recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ), conforme fato relevante encaminhado ao mercado na manhã desta quinta-feira (26).
O movimento diz respeito a R$ 1,2 bilhão que o banco de investimentos conseguiu reaver via justiça e que a varejista tentava blindar por meio de medida cautelar.
Acontece que a rede de lojas havia conseguido o desbloqueio deste valor, junto ao BTG, para poder movimentar como capital de giro e manter suas operações.
Em contrapartida, o BTG recorreu da medida cautelar e conseguiu reverter decisão de outra instância da justiça. Desta forma, a Americanas diz aguardar uma decisão do próprio STJ que deve definir qual o juízo competente para julgar o caso.

Americanas (AMER3): nota ao mercado
O fato relevante encaminhado ao mercado destaca que “na data de ontem, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em decisão monocrática em recurso interposto pelo Banco BTG contra decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, nos autos do Mandado de Segurança impetrado pelo Banco BTG contra decisão proferida pela Décima Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que, dentre outras matérias, concedia à companhia o direito de reaver valores compensados por credores nos termos da decisão cautelar proferida pelo Juízo da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, requerendo que o STJ definisse qual o juízo competente para julgar o caso e que anulasse as decisões tomadas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, deu provimento parcial ao recurso, mantendo o bloqueio do valor em conta do Banco BTG, contudo, o juízo de competência ainda será decidido pelo STJ”.
CVM no pé da varejista
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está no encalço da varejista por conta do suposto rombo financeiro, bem como pelo método adotado pelos diretores acerca da gestão da empresa.
O órgão, considerado o “xerife” do mercado, já abriu mais de cinco frentes de investigação contra a rede de lojas, dentre as quais algumas em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF).
Ontem, a CVM questionou a oscilação vista nos ativos mobiliários da Americanas e hoje pela manhã a varejista informou que desde o dia 11 de janeiro de 2023 vem sendo vítima de inúmeras especulações acerca de suas operações. Desta forma, não há um “fato relevante” que justifique o movimento de seus papéis.
O caso
O rombo financeiro que se vê na Americanas foi denunciado dia 11 de janeiro de 2023 quando o ex-CEO Sergio Rial trouxe à luz inconsistências contábeis da ordem de R$ 20 bilhões. Por conta disso, ele renunciou ao cargo após tê-lo assumido dez dias antes.
Menos de 48h depois, a companhia anunciou dívidas totais acima dos R$ 40 bilhões e, nesse interim, viu suas ações derreterem na bolsa de valores do Brasil – B3 (B3SA3), pelo qual chegou a perder R$ 8 bilhões de valore de mercado.
Mais à frente, foi retirada de todos os índices da bolsa, incluindo o Ibovespa.
- Quer saber mais sobre a Americanas (AMER3) e aprender a investir com assertividade? Clique aqui!






