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Americanas (AMER3): controladores propõem injeção e credores projetam acordo

Americanas (AMER3): controladores propõem injeção e credores projetam acordo

Uma proposta de injeção de R$ 12 bilhões em capital pelos acionistas controladores pode aproximar a Americanas (AMER3) e seus principais bancos credores de um acordo, quase três meses após a descoberta de inconsistências fiscais de R$ 20 bilhões no balanço da companhia varejista.

Segundo o jornal Valor Econômico, uma reunião realizada na semana passada mostrou que um acordo pode estar a caminho. Os acionistas controladores, os bilionários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, haviam proposto inicialmente um aporte de capital de R$ 6 bilhões, considerado insuficiente.

A nova proposta foi divulgada na manhã desta segunda-feira (3) pela varejista e propõe uma capitalização inicial de R$ 10 bilhões, já incluído o valor de R$ 1 bilhão que entrou no caixa da empresa em fevereiro, por meio de um empréstimo DIP (“debtor-in-possesion”, modalidade que dá ao credor o direito de ficar em primeiro lugar na hora de receber).

Já os R$ 2 bilhões adicionais podem ser injetados em duas operações em “datas futuras a serem acordadas, acima de determinados limites máximos de alavancagem ou abaixo de um nível mínimo de liquidez”. Segundo representantes dos credores ouvidos pelo jornal, ainda há ajustes que precisam ser feitos na proposta, mas os sinais de acordo são positivos.

Originalmente, os bancos pediam uma injeção de R$ 15 bilhões, mas alguns dos envolvidos no negócio acham que os valores chegaram ao limite e que é melhor aceitar um valor parcial do que esperar pela recuperação judicial da empresa.

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Crise na Americanas (AMER3): entenda o caso

No início do ano, a Americanas (AMER3) anunciou que havia encontrado em seu balanço “inconsistências fiscais” de cerca de R$ 20 bilhões em dívidas não escrituradas. Logo depois, a empresa pediu recuperação judicial, aprovada pela Justiça, e fez várias alterações em seu quadro de gestores – nesta segunda-feira, anunciou Fábio Medeiros como seu novo diretor jurídico e de compliance.

Ao longo do período, vários bancos tentaram ações judiciais para bloquear os bens da empresa, até agora sem sucesso nos pedidos liminares. Como condição para fechar o acordo de injeção de capital, os controladores exigem a extinção desses processos. Os bancos não têm uma estratégia unificada sobre essa parte da negociação.

Se houver a injeção de capital de até R$ 12 bilhões, a Americanas terá que atualizar seu plano de recuperação judicial, no qual consta a proposta anterior, de R$ 6 bilhões. O plano ainda considera a entrada de R$ 2 bilhões via venda de ativos, como a rede de produtos hortifruti Natural da Terra.

Desde o início da crise, a capitalização é apontada pelas instituições financeiras como o ponto inicial para o início das negociações. Outra proposta, mais recente, propõe a conversão de parte das dívidas em ações, o que tornaria as instituições financeiras co-proprietárias, mas a empresa nao se posicionou oficialmente sobre o assunto.

A Americanas também não divulgou seu balanço referente ao quarto trimestre de 2022, o que deveria ter feito até 31 de março.

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