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Diretores da Americanas (AMER3) venderam R$ 244 mi em ações no 2S22

Diretores da Americanas (AMER3) venderam R$ 244 mi em ações no 2S22

Os diretores da Americanas (AMER3) venderam R$ 244 milhões em ações no segundo semester de 2022 (2S22).

As informações são do colunista Lauro Jardim, em O Globo, e destacam que o movimento se deu antes da troca de comando e antes da revelação do escândalo contábil em janeiro deste ano.

Vale lembrar que, naquele período, a companhia se preparava para uma transição em sua diretoria, sendo que o CEO, na ocasião Miguel Gutierrez, comandava a empresa por duas décadas.

Ele vendeu R$ 156 milhões em ações da Americanas. Enquanto isso, Anna Saicali e Thimoteo Barros venderam R$ 59 milhões e R$ 20 milhões, respectivamente.

Além disto, os três repassaram bens a outros familiars e Gutierrez chegou a se mudar para a Espanha.

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Americanas (AMER3): relembre o caso

No dia 8 de Janeiro de 2023 o ex-CEO Sérgio Rial, que estava há menos de dez dias no cargo, trouxe a público a informação de inconsistências contábeis no balanço, da ordem de R$ 20 bilhões.

Na sequência, ele deixou a companhia e, em menos de duas semanas, a varejista protocolava pedido de recuperação judicial tanto no Brasil quanto nos EUA. A RJ foi aceita nos dois países.

Os administradores judiciais delegados pela Justiça apontaram dívidas superiors a R$ 40 bilhões, o que gerou uma enxurrada de liminares por parte das instituições credoras.

Até este momento a Americanas tenta negociar com os bancos e entes financeiros suas dívidas, mas, as tratativas não avançaram.

Acionistas de referência

Vale lembrar que os acionistas de referência da Americanas são os empresários Jorge Paulo Lemos, Beto Sicupira e Marcel Telles. O primeiro é o homem mais rico do Brasil.

A varejista tem uma série de agendas em Brasília, visto que foi aberto uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para averiguar o ocorrido. A empresa também é investigada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Ministério Público.

É possível que o caso Americanas seja a maior fraude envolvendo uma empresa brasileira, mas isso só poderá ser confirmado ao final das investigações.

Desde que as informações se tornaram públicas, as ações da companhia desabaram e o ativo foi retirado do principal índice da bolsa brasileira.