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Ambev é mais sobre ser “premium” do que ter volumes, diz BTG

Ambev é mais sobre ser “premium” do que ter volumes, diz BTG

BTG mantém compra para Ambev e ignora queda de 4,2% na produção de cerveja reportada pelo IBGE em maio,

A queda de 4,2% na produção de cerveja em maio, reportada pelo IBGE, não deve mudar a visão sobre a Ambev (ABEV3) nem justificar qualquer alteração no posicionamento dos investidores. É o que avaliam os analistas Thiago Duarte e Guilherme Guttilla, do BTG Pactual, que recentemente elevaram a recomendação da companhia para compra e mantêm a posição.

“Continuamos acreditando firmemente que a indústria brasileira de cerveja mostrou muitos sinais de maturidade e que a criação de valor da Ambev deve vir da capacidade de premiumizar seu mix e recuperar participação de receita, e não de qualquer premissa heroica sobre o ritmo de crescimento de volumes”, afirmaram Duarte e Guttilla. O dado do IBGE, portanto, não altera a tese.

Por que os dados do IBGE não são confiáveis este ano

Desde o início de 2026, os dados de produção de bebidas alcoólicas do IBGE deixaram de ser um termômetro confiável para os volumes reais de venda de cerveja no Brasil. No primeiro trimestre, o instituto reportou alta de 4,8% ao ano, enquanto a Ambev registrou crescimento marginal, a Heineken apresentou queda e a Petrópolis também recuou. Os números simplesmente não fazem sentido.

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“Somos levados a acreditar que a queda do IBGE em abril e agora em maio pode estar relacionada a algum tipo de correção estatística que aproxima os dados do que percebemos ser a produção e o consumo efetivos de cerveja no Brasil este ano”, explicaram os analistas.

O BTG não descarta que o dado de junho, a ser divulgado em um mês, também mostre queda expressiva na comparação anual.

Copa do Mundo deveria ter aparecido nos dados, mas não apareceu

No acumulado do ano, o IBGE aponta alta de 1,5% na produção, número que o BTG considera acima do ritmo real do mercado.

A melhor estimativa dos analistas para o desempenho da indústria no período é uma queda marginal.

O que torna o dado ainda mais intrigante é que os volumes de produção deveriam ter refletido a demanda sazonal da Copa do Mundo, iniciada em junho, e isso ainda não apareceu nos números.

“Nosso melhor estimativa para o desempenho acumulado da indústria é uma queda marginal ao ano, o que torna os dados do IBGE ainda mais difíceis de interpretar”, concluíram Thiago Duarte e Guilherme Guttilla.

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