As ações da WeWork (WE) despencaram a quase zero na quarta-feira (9), após a startup alertar o mercado que poderia entrar em falência. A empresa comunicou que tem uma “dúvida substancial” sobre a operação em meio a seus problemas financeiros crescentes.
A companhia de espaços de coworking, que já foi avaliada em US$ 47 bilhões em 2019, acumula uma série de problemas desde o período.
Investidores recuaram na época, quando a WeWork tentava realizar sua abertura de capital (IPO), após perdas financeiras expressivas e questões de má gestão de seu fundador, Adam Neumann.
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Em 2021, o IPO da empresa foi realizado, mas com uma avaliação muito reduzida – e a operação nunca obteve lucro.
Desde 2020, a startup já perdeu mais de US$ 11,4 bilhões. O conglomerado japonês SoftBank, que apoiava a empresa, investiu bilhões de dólares para sustentar o negócio, mas os esforços nunca foram compensados.
Agora, segundo a WeWork, os próximos 12 meses trarão uma resposta sobre a sobrevivência do negócio. O CEO David Tolley culpa o excesso de oferta em imóveis comerciais, o aumento da concorrência no espaço flexível e a volatilidade macroeconômica.
Na conferência de resultados do segundo trimestre de 2023, na quarta-feira (9), a WeWork informou que o principal desafio para alcançar a lucratividade agora é a falta de liquidez e os gastos com locação de imóveis. No período, esses itens representaram 74% da receita e mais de dois terços dos gastos operacionais totais.
Ações da WeWork: forte volatilidade
Após a notícia, as ações da WeWork recuaram mais de 37% na quarta-feira (9). Com isso, cada papel era negociado por valores próximos de US$ 0,13.
Desde o início de 2023, o valor de mercado da empresa caiu mais de 90%, para US$ 103,2 milhões.
Nesta quinta-feira (10), por volta das 12h15 (horário de Brasília), os papéis da WeWork são negociados a US$ 0,18, em alta de 42%.






