Após forte alta das ações de tecnologia nos últimos meses, o Goldman Sachs começou a preferir o investimento em empresas mais baratas. A gestão acredita que os papéis passarão sobre pressão, o que dá espaço para outros dois setores: energia e empresas japonesas.
Alexandra Wilson-Elizondo, diretora de investimentos do Goldman Sachs, avalia que a economia norte-americana está caminhando para alcançar o tão esperado “pouso suave”, mas há muitos riscos que podem alterar esta trajetória. “Achamos melhor realizar lucros em tecnologia e avançar para outros setores”, disse à Bloomberg.
Na indústria de tecnologia, o risco-retorno está indo para o lado negativo, reforça a diretora. “Embora ainda gostemos de ações de tecnologia para o longo prazo, acreditamos que há algumas oportunidades mais atraentes para perseguir.”
Além de ações de tecnologia, Goldman dá espaço para dois setores
As “sete magníficas”, como são chamadas as gigantes de tecnologia norte-americanas, lideraram os ganhos no mercado de ações dos Estados Unidos em 2023. São elas: Alphabet, a dona do Google (GOOGL; GOGL34); Microsoft (MSFT; MSFT34); Meta, do Facebook, Instagram e Whatsapp (META; M1TA34); Tesla (TSLA; TSLA34); Amazon (AMZO; AMZO34); Nvidia (NVDA; NVDC34) e Apple (AAPL; AAPL34).
Seus retornos, no entanto, começam a divergir neste ano. Embora a Nvidia esteja disparando cerca de 87% em 2024, outras empresas não têm o mesmo desempenho, como é o caso da Tesla e da Apple, por exemplo.
As ações da Apple enfrentam dificuldades pela fraca demanda por iPhones na China. Já a Tesla cai quase 30% no acumulado do ano com preocupações sobre sua demanda.
Diante disso, o Goldman Sachs Asset Management tem posição overweight (acima da média do mercado) em ações de energia a fim de proteger sua carteira contra a inflação e riscos geopolíticos.
Em 2024, as empresas de petróleo e gás do índice S&P 500 subiram 16%, contra um avanço de 11% das ações de tecnologia.
A gestora também se encontra cautelosa em relação aos serviços públicos e REITs — que equivalem aos fundos imobiliários nos EUA —, assim como small caps, que são impactadas pelas altas taxas de juros.
Ações do Japão também estão na mira da casa, com reformas corporativas e uma percepção melhor do setor empresarial no país, além dos preços relativamente baixos.






