As ações da Pague Menos (PGMN3) seguem atrativas na visão do Banco Safra, que reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 6,50 — equivalente a um potencial de valorização de aproximadamente 65%. Mesmo após a revisão das estimativas, o banco avalia que o valuation permanece descontado e não reflete integralmente as melhorias operacionais recentes da companhia.
O Safra atualizou seu modelo após os resultados do primeiro trimestre de 2026, incorporando uma desaceleração no crescimento de vendas mesmas lojas (SSS) e premissas macroeconômicas mais conservadoras. Ainda assim, o banco destaca que o ritmo permanece sólido.
“Estamos incorporando uma desaceleração do SSS, mas ainda em níveis robustos para os próximos anos”, afirma o analista Vitor Pini.
A projeção agora é de crescimento de 11,6% em 2026, abaixo dos 16% anteriormente estimados, refletindo uma base de comparação mais elevada.
Além disso, a revisão incluiu ajustes nas projeções de receita, com reduções de 3% para 2026 e 2% para 2027.
“Reduzimos nossas estimativas diante de premissas mais conservadoras, mas mantemos uma trajetória de crescimento consistente”, diz Pini.
Valuation descontado sustenta recomendação de compra
Mesmo com a redução do preço-alvo de R$ 10 para R$ 6,50, o Safra reforça a atratividade das ações. Atualmente, a companhia negocia a cerca de 8 vezes o lucro projetado para 2026, abaixo do múltiplo implícito no valuation do banco.
“Vemos a companhia negociando a múltiplos atrativos, o que sustenta a recomendação de compra”, destaca Pini.
Segundo o analista, há espaço para reprecificação, especialmente após a melhora recente nos indicadores operacionais e na liquidez das ações.
O preço-alvo considera um cenário mais conservador de custo de capital, diante da elevação dos juros. Ainda assim, o potencial de alta permanece relevante, indicando que parte dos riscos já está embutida nas cotações atuais.
Expansão e margens como vetores de crescimento
A estratégia de expansão da rede segue como um dos pilares para o crescimento da companhia. O Safra projeta a abertura de 24 lojas em 2026, 30 em 2027 e 50 em 2028, apoiada pelo fortalecimento de capital após o follow-on.
“O reforço de capital permite uma expansão mais acelerada da rede nos próximos anos”, afirma Pini.
Ao mesmo tempo, ganhos de margem bruta observados recentemente devem ajudar a compensar o crescimento mais moderado das vendas.
Apesar disso, o banco mantém no radar riscos como o ambiente macro, a competição e possíveis mudanças regulatórias.
“Parte relevante desses riscos já está precificada, o que limita o impacto adicional no valuation”, conclui o analista.






