A Oncoclínicas tem jeito? Não é com “comunicado bonito”.
O mercado já respondeu do jeito que mais dói: no preço.
A Oncoclínicas&Co vale hoje na bolsa R$ 2,87 bi — queda de 87% desde o IPO.
E não foi “azar”. Foi acúmulo.
Nos últimos meses, analistas colocaram na conta: operação fraca, despesa alta, exposição ao caso Banco Master e necessidade de troca de gestão.
Comparar a eficiência com a Rede D’Or e o contraste é cruel: de jan a set do ano passado, a Onco teve receita de R$ 4,37 bi, prejuízo de R$ 2,15 bi e despesa administrativa de R$ 995 mi.
Agora vem o “plot”: a IG4 Capital está negociando comprar a fatia do Goldman (21,17%), que pela cotação daria R$ 608 mi (ainda discutindo preço).
Ou seja: alguém acha que dá pra arrumar a casa. Só que essa casa está com infiltração em todo canto.
O conselho já se mexeu: abriu busca de novo hashtag#CEO e mexeu na cadeira de hashtag#finanças (chegada de executiva com histórico de reestruturações).
E o noticiário recente colocou holofote extra na exposição contábil ao Banco Master (R$ 216 mi) e no arrasto judicial envolvendo fundos/ações após a crise.
Então, tem jeito?
Tem — se fizer o básico que muita empresa evita:
Cortar o que não paga a conta (não o que é fácil de cortar)
Parar de “comprar crescimento” com despesa
Alinhar controle, comando e responsabilidade (sem novela de acionista)
dar previsibilidade de caixa — porque sem isso, qualquer turnaround vira promessa
E o mais importante: Acabar com o conflito de interesse de alguns sócios e práticas de gestão que no mínimo são estranhas.
A pergunta que interessa é simples:
A IG4 Capital vai entrar pra fazer cirurgia… ou só pra trocar curativo e postar otimismo?






