Em entrevista ao Valor, a titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira, afirmou que o setor demanda tecnologia para melhorar a concorrência e a transparência e, assim, atingir mais pessoas.
“Não se contrata seguros via internet ou celular, mesmo os produtos massificados. Queremos que o seguro possa ser utilizado dessa forma. Gostaríamos que as plataformas da diversas seguradoras pudessem ser facilmente comparadas pelo consumidor e que a concorrência de preço fosse mais efetiva”, afirmou.
Para ela, é fundamental que o setor permita a entrada de novas empresas e a apólice eletrônica, que deve ter um modelo de marco regulatório definido a partir do final deste ano ainda.
Outro ponto defendido é a “desintermediação do setor”, ou seja, a liberação para o consumidor definir se vai querer contar com o serviço de um corretor ou não. Para Solange, apenas os seguros mais sofisticados e com grandes riscos envolvidos deveriam ter corretores, porque dependem de relações contratuais. Já para os seguros vendidos em massa, a dispensa da figura do corretor baratearia o custo dos planos, segundo a superintendente. “O percentual de comissões pagas (no Brasil) é quase o dobro dos demais países”, disse.






