Diante das informações apresentadas no relatório publicado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula o setor privado de saúde, o Banco BTG Pactual (BPAC11) recomenda a compra das ações da Hapvida (HAPV3), com um preço-alvo de R$ 19. Nesta quarta-feira (26), o ativo apresentou uma alta de 4,41%, com um preço de R$ 12,55.
De acordo com o BTG Pactual, a principal recomendação do setor da saúde é baseada em três fontes de upside que ainda não foram precificadas:
- opex e sinergias fiscais da fusão com a GNDI (estimamos o VPL das sinergias futuras em aproximadamente de R$ 28 bilhões);
- sinergias de receita, também relacionadas à fusão;
- potencial para mais fusões e aquisições.
Confira as principais informações da ANS
O relatório da ANS é uma pesquisa que apresenta os principais dados do mercado privado de saúde. O estudo contou com a participação de cerca de 100 operadoras de saúde, que representam 70% da indústria privada no Brasil.
Mesmo com o aumento do número de casos de covid-19 em dezembro, o nível de sinistralidade, que é a relação entre o número de procedimentos acessados pelo beneficiário e o valor pago pela empresa para o plano de saúde, apresentou um leve crescimento. Segundo o estudo, o nível ficou em 80% (+1p.p. m/m).
Assim como ocorreu no setor público, o número de frequências de covid-19 em hospitais e postos privados aumentou pelo segundo mês consecutivo para 43% do total.
Já os níveis de inadimplência das operadoras ficaram praticamente estáveis. Em dezembro, a taxa foi de 11% nos planos de saúde individuais e em novembro foi de 9%. Enquanto que os planos corporativos manteve o mesmo número, 5%.
Análise do setor de saúde
O relatório da ANS reforça que o aumento de casos da variante ômicron e influenza em dezembro devem exercer uma pequena pressão sobre os custos operacionais das empresas de saúde. Embora o nível de sinistralidade possa indicar melhores números de t/t no quarto trimestre.
Apesar disso, o banco de investimentos destaca que o setor de saúde poderá sofrer uma grande pressão no primeiro trimestre de 2022, por causa do aumento no uso de salas de emergência e hospitalizações, embora seja bem menor do que foi apresentado no pico da pandemia de covid-19.
Por último, o BTG Pactual ressalta que o primeiro trimestre tem a tendência de revelar melhores resultados para os prestadores de serviços (hospitais) em relação às operadoras de saúde. Assim como ocorreu em 2021 e deve estender por mais três meses, no caso, 1º trimestre de 2022.






