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Ouro segue valorizando em meio à pandemia e pode atingir recorde

Ouro segue valorizando em meio à pandemia e pode atingir recorde

As grandes volatilidades do mercado estão por toda parte, mas um ativo em especial tem se valorizado nos últimos tempos: o ouro.

Os impactos da pandemia de coronavírus abalaram completamente os mercados brasileiro e internacionais. As grandes volatilidades estão por toda parte, mas um ativo em especial tem se valorizado nos últimos tempos: o ouro.

Segundo o site de finanças The Motley Fool é possível ter ouro a US$ 2.500 por onça-troy e prata a US$ 30 até o fim deste ano. Na última segunda-feira, 20 de julho, o ouro físico terminou em quase US$ 1.818 nos Estados Unidos. Foi  o maior fechamento desde meados de setembro de 2011.

Enquanto isso, a prata física fechou em US $ 19,88 após atingir a marca de US$ 20 durante a segunda-feira. Para a prata, isso representa o maior fechamento em quatro anos. Ao longo do ano, o ouro subiu 28% e a prata aumentou 23% nos EUA.

Aqui no Brasil, o contrato futuro de ouro opera em alta na manhã desta quarta-feira (22). Com o dólar mais fraco e a perspectiva de taxas de juros baixas a demanda por ativos mais seguros cresce.

Nesta madrugada, o ouro chegou a bater US$ 1.866,44 por onça-troy na máxima da sessão.

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No primeiro semestre de 2020, o ouro obteve uma valorização considerável, de 52,97% no período. Enquanto o dólar valorizou 35,86%, o CDI 1,75%, a poupança 1,38% e a Ibovespa fechou com -17,80%.

 

Fatores para valorização do ouro

Geralmente, a valorização dos metais físicos é mais lenta. Mas, dada a tempestade perfeita de catalisadores no ambiente de coronavírus, o ouro a US $ 2.500 a onça-troy e a prata a US$ 30 não são apenas possíveis, mas podem acontecer muito antes do que você provavelmente imagina, diz o site The Motley Fool.

Uma das razões apontadas é em relação a rendimentos de títulos globais praticamente inexistentes. Em agosto do ano passado, aproximadamente US$ 17 trilhões em dívidas globais tiveram um rendimento negativo. Hoje, o rendimento dos títulos permanece baixo e muitas vezes nem bate a inflação.

Por isso, em vez de comprar títulos, é cada vez mais provável que os investidores confiem no ouro ou na prata como reserva de valor e para combater a inflação.

Outro motivo para o otimismo em relação ao ouro e à prata é a oferta e a demanda. Além dos investidores que compram mais ouro e prata físicos durante períodos de maior medo e volatilidade, a pandemia da Covid-19 encerrou várias minas em todo o mundo.

Assim, a demanda por metais preciosos dispara em um momento em que a oferta é menor do que o normal. Quando a demanda ultrapassar a oferta, os preços subirão até a oferta aumentar ou a demanda diminuir.