Após o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciar ontem (5) o quinto corte consecutivo na taxa Selic, que ficou em 4,25%, agências de investimentos e bancos comemoraram, porém, indicaram que é necessário dosar o otimismo, ou seja, ter cautela.
As agências de investimento Morgan Stanley e Goldman Sachs trabalham com opinião similar quanto ao corte na taxa Selic e que, para ambos, apesar de muitas incertezas no mercado ocidental e asiático, a política monetária do Brasil está no rumo adequado.
Morgan & Stanley, em comunicado, declarou que espera que as taxas permaneçam inalteradas ao longo de 2020 e que podem aumentar em meados de 2021. A agência também trabalha com a hipótese de uma “política monetária cautelosa” para os próximos dois anos.
A Goldman Sachs reconheceu o “esforço louvável” do Copom para enviar “um sinal claro ao mercado e negar pedidos de cortes de taxa a curto prazo”. Na mesma linha do Morgan Stanley, enfatizaram que, apesar do otimismo, é preciso cautela. Destacou também que, se o Brasil mantiver a taxa Selic em 4,25%, a inflação pode se manter baixa em 2020 e 2021, projetada em 3,75% e 3,50% respectivamente.
Cabe lembrar que, O Bank of America Merril Lynch reduziu sua previsão do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020 de 2,4% para 2,2%, sob a justificativa dos indicadores domésticos mistos e os problemas de saúde pública na China.






