A Marcopolo (POMO4) apresentou seus resultados do primeiro trimestre de 2020, nesta segunda-feira (25). O lucro líquido totalizou R$ 10,7 milhões, um desempenho 60,3% inferior em comparação com igual período de 2019.
Conforme a empresa, o resultado foi beneficiado pela recuperação de créditos de impostos que haviam sido pagos no Canadá pela NFI Group Inc. de 2016 a 2018, com impacto positivo no IR/CS de R$ 26,7 milhões no trimestre.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) somou R$ 101,9 milhões, um aumento de 68%.
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Desvalorização do real
A margem Ebtida atingiu 11,1%, alta de 4,4 pontos percentuais.
O resultado financeiro foi negativo em R$ 103,6 milhões, revertendo os ganhos de R$ 1,7 milhão no mesmo período de 2019.
De acordo com a Marcopolo, o resultado foi impactado principalmente pela desvalorização do real perante o dólar.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) foi de 8,1%, queda de 1,1 p.p.
As despesas gerais e administrativas somaram R$ 47,7 milhões.

Fonte: Marcopolo
Receita da Marcopolo cresce 2,3%
A receita líquida foi de R$ 919,4 milhões no período, um avanço 2,3% em relação ao primeiro trimestre de 2019.
De acordo com a empresa, o desempenho foi puxado pelo maior faturamento de rodoviários.
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O lucro bruto da Marcopolo atingiu R$ 150,1 milhões, alta de 8,7%.
Já margem bruta ficou em 16,3%, uma elevação de 0,9 p.p.
“A melhora da margem bruta reflete os esforços da Companhia na recuperação gradual de seus resultados no Brasil, melhora do mix de vendas no mercado interno com maior volume de rodoviários, bem como os reflexos positivos da desvalorização do Real frente ao Dólar norte americano nas exportações”, conforme informou a Marcopolo.
Investimentos
A Marcopolo investiu R$ 49,8 milhões no trimestre, um incremento de 69%.
Os aportes foram destinados para aquisição de máquinas e equipamentos, tecnologia e outras imobilizações.
Nas controladas foram investidos R$ 11,4 milhões, sendo R$ 6,2 milhões na Metalsur, R$ 1,7 milhão na Volare Veículos, R$ 1,6 milhão na San Marino e R$ 1,9 milhão nas demais unidades.
Dívida da Marcopolo
A dívida líquida da companhia encerrou março em R$ 1,011 bilhões.
A alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida / Ebtida, ficou em 1,3 veze no final de março.
Covid-19
A Marcopolo acredita em uma queda acentuada na demanda por rodoviários em função dos impactos da pandemia sobre as atividades de fretamento, turismo e linhas regulares.
A empresa iniciou a crise com uma boa carteira de pedidos e houve poucos cancelamentos. Apesar de o volumes serem menores, a Marcopolo continua recebendo pedidos diariamente, tanto para o mercado interno como para o mercado externo.
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